São Paulo desmente as acusações

?Isso tudo são inverdades?. Foi dessa forma que o diretor de futebol de base do São Paulo, Júlio Moraes, rebateu as acusações de Portuguesa, Rio Branco, União Barbarense e Guarani sobre o assédio são-paulino aos jogadores juvenis desses clubes. O dirigente do Tricolor paulista garantiu que o São Paulo jamais contrataria atletas federados de outras equipes.Segundo Júlio Moraes, com exceção dos atletas do Rio Branco, todos os outros foram levados para o Morumbi por empresários e procuradores. "O presidente do Rio Branco (Armindo Borelli) apresentou um documento com dez jogadores que diziam que olheiros ligados ao São Paulo estariam assediado por Romeu, sr. Domingos, Toninho e Mauro", disse o dirigente. "Não conheço nenhum Romeu e nenhum Domingos. Toninho é um técnico de avaliação nossa e Mauro, conselheiro, que não têm nenhuma procuração do São Paulo para contratar jogadores."Júlio Moraes vai além. Afirma que os jogadores da equipe de Americana (Adílson, Douglas e Diego) chegaram para fazer testes no São Paulo por intermédio do atacante Macedo, ex-jogador do clube. Um deles, inclusive, seria sobrinho do atleta. O jogador havia conversado com o técnico Cilinho, no CT de Barueri, quanto à possibilidade de trazer os garotos. Recebeu autorização, mas chegando lá, Geraldo, funcionário do São Paulo, quis saber de onde vinham."Ele (Macedo) me disse que os atletas eram federados com o Rio Branco, mas que ia tirá-los de lá. A negociação acabou aí. Mesmo que cumpra a promessa de desvincular os jogadores, com certeza não virão para o São Paulo", garantiu Júlio Moraes.Quanto às acusações da Portuguesa sobre o assédio a cinco jogadores do juvenil, Júlio Moraes também inocenta o São Paulo. "Os atletas são do Pequeninos do Jóquei, que os encaminharam. Temos um bom relacionamento e eles sempre passam jogadores primeiro para o São Paulo", justifica. "Se tem alguém que está tirando jogadores de lá é o Guimarães (José Guimarães Júnior, presidente do Pequeninos do Jóquei)." Já as acusações do Guarani de assédio ao meia Éverton são esclarecidas pelo próprio procurador do jogador, Rogério Dabdab. "Não teve maldade do São Paulo, afinal, o Éverton não tinha vínculo com o Guarani e estava insatisfeito em Campinas", garantiu. "Na época, conhecia uma pessoa no São Paulo, surgiu a oportunidade e o levei para lá. Por questões de acordo comercial acabou não ficando. Mas hoje está muito bem no Corinthians."

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