São Paulo despista sobre crise corintiana

Evitar falar da crise do Corinthians, a ordem do dia no São Paulo. Nada de criar polêmicas para o clássico de domingo. Recomendados a medir palavras, os jogadores sofreram. Alguns, como Danilo, chegaram ao cúmulo do ridículo. O meia vinha com o habitual "será um jogo muito difícil" e que "clássico não tem favoritos", quando, colocado na parede, ficou sem ação. Você viu o jogo? "Sim." E o que achou do Corinthians. "Como assim, não entendi." O que achou de ver o time jogando. "Ah, sei lá," curvou-se. Nova tentativa e, agora sim se soltou. Ou tentou. Questionado como o Corinthians deve vir para o clássico, não titubeou. "Acho que vai jogar da mesma forma como fez diante do Figueirense," mandou. Esqueceu que o rival nada fez em Florianópolis. Então será fácil? "Não, um jogo duro, que teremos de entrar a mil por hora. Já vi times um dia jogar mal e depois vencer 10 jogos." O meia estava mesmo nervoso. Até ao analisar como será domingo, derrapou. "Um jogo violento. Não podemos entrar em brigas." Acredita em brigas? "Não, quando digo violento, quero dizer disputado." Josué, mais articulado, usou seu discurso politicamente correto. "A crise atrapalha o Corinthians, mas não ajuda o São Paulo", mandou. De repente usou a sinceridade. "Brigas internas, desentendimentos, tumultuam o ambiente e o São Paulo precisa fazer o máximo para aproveitar este momento de desequilíbrio deles."

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