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São Paulo deve pagar prêmio extra pela vitória no domingo

'Tenho minhas próprias formas de incentivar os meus jogadores', afirma o presidente Juvenal Juvêncio

Giuliander Carpes, O Estado de S. Paulo

16 de abril de 2009 | 22h44

SÃO PAULO - Dirigentes, comissão técnica e jogadores do São Paulo são enfáticos: o grande sonho desta primeira metade da temporada continua sendo o título da Libertadores. Mas o técnico Muricy Ramalho colocou um time praticamente todo de reservas para enfrentar o Independiente Medellín, quarta-feira, na Colômbia, poupando os titulares para enfrentar o Corinthians. E, nesta quinta, o presidente do clube, Juvenal Juvêncio, apimentou o clássico de domingo, pelas semifinais do Paulistão, ao insinuar que seus atletas vão receber bicho extra para bater o rival.

 

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"As pessoas não sabem ou não procuram direito os meus erros. Tenho minhas próprias formas de incentivar os meus jogadores", afirmou Juvenal Juvêncio. "Mas é claro que não vou ficar ensinando para todo mundo", sorriu, malicioso, o presidente do São Paulo.

 

Na reta final do Brasileirão do ano passado, Juvenal Juvêncio ofereceu cerca de R$ 10 mil por vitória a cada jogador e integrante da comissão técnica. Deu certo. O time do São Paulo saiu da sexta colocação do campeonato para chegar ao título em apenas algumas rodadas.

 

A repetição do esquema não significa que o Paulistão, de uma hora para a outra, ganhou status de competição mais importante do semestre são-paulino. Mas, sim, que será fundamental para o moral do grupo bater um de seus maiores rivais antes de começar a disputar a fase de mata-mata da Libertadores, pesadelo de Muricy nos últimos anos.

 

Segundo Juvenal Juvêncio, a ideia de escalar reservas para o jogo de quarta-feira, na Colômbia, teve o seu aval. "A gente não muda o discurso. A Libertadores é a prioridade. Até por isso deixamos os titulares em São Paulo, porque já estamos pensando na próxima fase da Libertadores", explicou o presidente do clube.

 

Juvenal Juvêncio, inclusive, está com o mandato em risco. A oposição são-paulina questionou na Justiça o método de eleição - hoje só os conselheiros votam. Ganhou em primeira instância, mas a situação vai recorrer. Se os opositores vencerem a disputa judicial, novas eleições devem ser convocadas e os sócios deverão eleger o presidente de forma direta.

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