São Paulo e Amoroso: relação abalada

Amoroso entra em campo na quarta-feira contra o Al Ittihad para fazer, muito provavelmente, sua penúltima partida pelo São Paulo. A relação do jogador com o clube ficou muito abalada nesta segunda-feira, após uma entrevista do presidente Marcelo Portugal Gouvêa, que ficou irritado ao saber que, no pré-contrato assinado pelo atacante com o Tokyo FC, do Japão, consta uma multa de US$ 500 mil a ser paga em caso de desistência de qualquer parte."O que eu posso falar sobre isso? Quando ele assinou esse pré-contrato, com certeza sabia sobre a multa. E dá a impressão de que ele deseja forçar uma situação, querendo que a gente pague uma multa que poderia ter sido evitada", afirmou o presidente do São Paulo. Se depender do pagamento de algum dinheiro para que Amoroso fique livre para continuar no São Paulo, o tempo do jogador no clube acabou mesmo. "Se ele assinou, que pague para ficar livre. Nos não temos nada com isso. O Amoroso é um grande jogador, fez sucesso aqui, mas pode sair e ser feliz em outro lugar. E nós também, sem ele. Cada um segue para o seu lado?, explicou Marcelo Portugal Gouvêa. Nem a conquista do título mundial faria com que o São Paulo pagasse a multa, ou parte dela, para que Amoroso ficasse no clube. "Totalmente fora de cogitação. Aconteceu o mesmo com o Luizão. Ele estava irritado com o Leão e preferiu assinar um pré-contrato com o Japão para sair. Depois, ficou triste, se arrependeu e não deu certo para voltar?, lembrou o presidente são-paulino. ?Agora, é o Amoroso. E ele está sendo injusto quando fala que foi abandonado pelo clube. Não houve nada disso. A gente estava negociando e iria dar certo, como nos casos do Lugano e do Cicinho. Ele se precipitou."Amoroso também falou sobre o assunto, mantendo a postura assumida até agora. Diz que o presidente é sensacional, que a camisa do São Paulo ficou muito bem nele e que não gostaria de sair de jeito nenhum. Mas revelou que tem mesmo um pré-contrato assinado com outro clube."Eles demoraram para me procurar e a coisa ficou complicada. Mas, mesmo com pré-contrato, a minha prioridade total é continuar no São Paulo. Volto a negociar com o clube no dia 22", justificou Amoroso.O São Paulo acredita que sua massa de manobra é pequena. Não tem - e não o faria mesmo se tivesse - condição de oferecer um salário aomenos parecido com o que Amoroso pode ganhar no Japão. "A decisão está na mão dele. Se quiser ficar, ótimo. Mas, se quiser um salário europeu ou japonês, não podemos fazer nada a esse respeito", avisou Marco Aurélio Cunha, osuperintendente de futebol do clube.

Agencia Estado,

12 de dezembro de 2005 | 15h08

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