São Paulo e Corinthians jogam pela 307.ª vez em 77 anos de rivalidade

Vantagem no clássico é corintiana: 117 vitórias contra 94 do time do Morumbi. Para o Tricolor, vale se distanciar da degola

Diego Salgado, especial para o Estado, O Estado de S.Paulo

11 Outubro 2013 | 12h42

SÃO PAULO - São Paulo e Corinthians se enfrentam neste domingo no Morumbi, em partida válida pela 28.ª rodada do Campeonato Brasileiro. Repleto de histórias, jogos decisivos, título e craques, o clássico paulista será disputado pela 307.ª vez em 77 anos de rivalidade. A equipe corintiana leva vantagem: são 117 vitórias contra 94 do time do Morumbi. O primeiro confronto ocorreu em março de 1936 e acabou vencido pelo Corinthians. O amistoso foi disputado pouco mais de três meses depois da fundação do São Paulo Futebol Clube. Na ocasião, Teleco marcou três vezes e deu a vitória por 3 a 1 ao clube alvivegro.

O atacante corintiano é o maior artilheiro da história do clássico, com 24 gols marcados. Baltazar e Cláudio, do time corintiano tricampeão paulista entre 1951 e 1954, têm 17 gols cada. O primeiro são-paulino da lista é Serginho Chulapa, com 15 gols em 23 partidas. O centroavante é seguido por Teixeirinha, que balançou as redes do Corinthians em 12 oportunidades. Mais recentemente, o corintiano Elias se destacou ao marcar cinco gols em sete partidas disputadas entre 2009 e 2010. 

O lendário Leônidas da Silva estreou pelo São Paulo contra o Corinthians. Na ocasião, em maio de 1942, mais 70 mil pessoas foram ao Pacaembu assistir ao empate por 3 a 3. O craque são-paulino fez 11 gols em 19 confrontos contra o rival do Parque São Jorge. Rogério Ceni e Tupãzinho não marcaram tantos gols, mas fizeram história neo confronto. O goleiro tricolor festejou seu centésimo gol na carreira diante do Corinthians, em março de 2011. Tupãzinho escreveu seu nome na história ao marcar o gol do título do Brasileiro de 1990.

A lista de grande personagens deste clássico tem outros jogadores decisivos em finais de campeonato. É o caso de Raí, que marcou três gols no Paulistão de 1991, fazendo o são-paulino explodir em alegria. Maurinho e Canhoteiro também marcaram em 1957), além de França, que fez dois em 1998. Juninho Paulista, por sua vez, balançou a rede três vezes na semifinal da Copa Conmebol, em 1994. Pelo lado corintiano, destacam-se Sócrates (dois gols nas decisões de 1983), Casagrande (dois gols na final de 1982) e Biro-Biro (com gol também em 1982). Marcelinho Cariocam o lendário Pé de anjo, decidiu duas semifinais em favor do Corinthians: no Brasileirão e no Paulistão de 1999. Em 1977, o atacante Geraldão fez cinco gols em cinco jogos contra o São Paulo. Mais recentemente, Edmundo e Liedson conseguiram marcar seus golzinhos em goleadas corintianas por 5 a 0, em 1996 e 2011. O goleiro Dida também tem um lugar nesse clássico: em 1999, ele defendeu dois pênaltis de Raí.

JEJUM

O São Paulo não bate o Corinthians no Morumbi há 11 jogos, desde fevereiro de 2007, quando fez 3 a 1 em seu estádio. Depois, o time corintiano derrotou o rival cinco vezes, com mais seis empates. No entanto, a maior série sem vencer é do Corinthians: 13 partidas, entre junho de 2003 e julho de 2007 - foram oito triunfos e cinco empates. O maior jejum do São Paulo deu-se entre 1976 e 1979. No total, foram 12 jogos sem derrotar o rival alvinegro, com oito vitórias corintianas e quatro empates.

DECISÕES

O confronto entre São Paulo e Corinthians já decidiu 12 títulos ao longo dessa história de rivalidade, entre Brasileirão, Rio-SP, Recopa e Paulistão. A vantagem nese quesito é do Corinthians, com oito conquistas sobre o time do Morumbi: Campeonatos Paulista de 1938, 1982, 1983, 1997 e 2003, além do Brasileirão de 1990, do Rio-SP 2002 e da Recopa 2013. O São Paulo derrotou a equipe corintiana em quatro finais estaduais (1957, 1987, 1991 e 1998).

2013

Nesta temporada, o desempenho no Campeonato Brasileiro de São Paulo e Corinthians deixa muito a desejar. Tanto um quanto o outro perambulam pela tabela sem rumo certo. O Corinthians, depois de chegar ao Olímpo com o título do Mundial de Clubes da Fifa, acelerou sua queda junto aos mortais e oscila na temporada com praticamente a mesma equipe que triunfou no ano anterior. Fracassou na Libertadores e não se encontra  no Nacional. Mesmo assim, chaga para o clássico deste domingo em melhor forma que o São Paulo na tabela -12 º lugar, com 36 pontos.

Em seu terceiro técnico na temporada (Ney Franco, Paulo Autuori e Muricy Ramalho), o São Paulo flerta com a zona de rebaixamento desde o começo da cimpetição. Já esteve muito pior que na 16ª colocação, com 33 pontos, que ocupa atualmente, de modo a ganhar um pouco mais de confiança. A vitória por 2 a 0 sobre o líder Cruzeiro encheu o elenco e o torcedor de confiança. Todos sabem, contudo, que um tropeço no clássico, aliado com vitória do Vasco, empurra o time do Morumbi de volta à zona da degola. Por isso, o jogo vai ser bom, com reza a história desse clássico desde sempre.

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