São Paulo e Cruzeiro jogam em clima de final

Partida no Morumbi entre líder e vice-líder pode praticamente garantir o título ao time paulista

Giuliano Villa Nova, do Estadão,

20 de outubro de 2007 | 20h54

Em tese, o Cruzeiro é o único time que ainda pode impedir o São Paulo de conquistar o bicampeonato brasileiro. Por isso, o duelo das 16 horas, no Morumbi, é decisivo para a equipe paulista. Apesar da queda de produção nas últimas rodadas - não ganha há quatro partidas, sendo uma pela Copa Sul-Americana - , o time do técnico Muricy Ramalho foi soberano nos confrontos diretos pelo título.   Superou o Santos duas vezes, ganhou uma e empatou outra com o Palmeiras e já derrotou o próprio Cruzeiro no primeiro turno (2 a 1, em Belo Horizonte). O elenco são-paulino encara o confronto em casa, no qual espera ter o apoio de mais de 60 mil torcedores, como um passo decisivo para levantar a taça mais uma vez.   "Será um jogo muito complicado, mas estamos motivados pela possibilidade de conquistar o título", disse o atacante Dagoberto. "Conseguimos essa vantagem com muito trabalho e teremos seriedade para mantê-la até o fim."   O que deixa o técnico Muricy Ramalho mais confiante em seu elenco é a possibilidade de contar com praticamente todos os jogadores - só não terá Aloísio, expulso diante do Fluminense. "Também tivemos uma semana completa para treinar e descansar. É visível que os jogadores estão com mais saúde, mais dispostos", comentou o treinador, que terá os retornos do goleiro Rogério Ceni e do atacante Dagoberto, recuperados de lesões, do zagueiro Alex Silva, que estava na seleção brasileira, e do volante Richarlyson, que estava suspenso.   Outro fator que contribui para a tranqüilidade do São Paulo é a ajuda que o time teve nas últimas rodadas, quando apesar de não ter vencido, viu o Cruzeiro perder muitos pontos. "Num campeonato como esse, é importante ser regular e pontuar sempre", diz Muricy. "Não adianta ganhar uma ou duas vezes, e depois perder quatro ou cinco em seguida."   SÃO PAULO Rogério Ceni; Alex Silva, Miranda e Breno; Souza, Richarlyson, Hernanes, Jorge Wagner e Júnior; Leandro e Dagoberto. Técnico: Muricy Ramalho. CRUZEIRO Fábio; Ângelo, Léo Fortunato, Thiago Heleno e Fernandinho; Ramires, Charles, Wagner e Leandro Domingues; Alecsandro e Roni. Técnico: Dorival Júnior. Árbitro: Juiz: Sérgio da Silva Carvalho (DF).Horário: 16 horasTV: Pay per view Boas lembranças   Se há um rival contra o qual o São Paulo tem boas lembranças recentes é o Cruzeiro. Foi numa vitória contra os mineiros, por 2 a 0, no Morumbi, em 2006, que o time são-paulino levantou oficialmente a taça do Brasileiro.   Também foi num duelo diante do Cruzeiro, no dia 20 de agosto de 2006, no Mineirão, que o goleiro Rogério Ceni bateu o recorde de gols do paraguaio Chilavert: fez um de falta, outro de pênalti, e chegou aos 64. O goleiro são-paulino já balançou as redes adversárias 73 vezes.

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