São Paulo e Minas disputam a honra da partida de abertura

Governadores querem o primeiro jogo do Mundial porque a partida final dificilmente não será no Rio

Jamil Chade e Leonencio Nossa, Enviados Especiais, Estadão

30 de outubro de 2007 | 13h03

Os governadores tucanos José Serra (SP) e Aécio Neves (MG) travam de forma concreta a primeira guerra para 2014. Os governadores de São Paulo e de Minas disputam o direito de realizar o jogo de abertura da Copa, e de receberem também o centro de imprensa, onde vão trabalhar jornalistas de todo País e do exterior. Eles só concordam num ponto: o jogo da final deve ocorrer no Maracanã. "Eu tinha oito anos quando assisti ao jogo do Brasil com o Uruguai na Copa de 50", lembrou Serra.Veja também: Brasil é confirmado como sede da Copa do Mundo de 2014 Brasil enfatiza preservação ambiental na apresentação na Fifa Paulo Coelho brinca: futebol é mais importante que sexo Imagens da cerimônia na sede da FifaAs cidades candidatas a sede da Copa do Mundo de 2014 Opine: o que você acha do Mundial no Brasil?São Paulo montou um lobby para defender seus interesses na Fifa e pede não apenas que a abertura do Mundial ocorra no Morumbi, mas que a cidade seja sede também do Congresso Anual da Fifa e receba o centro de imprensa. O São Paulo Futebol Clube se comprometeu a pagar pela reforma do Estádio do Morumbi, que teria projeto do arquiteto Ruy Ohtake.Eles não estão sozinhos na briga. O governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (DEM), disse que a ampliação do Mané Garrincha, que pode ter capacidade para 80 mil torcedores, pode abrigar o jogo de abertura. Arruda ainda sonha que a imprensa fique no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, perto do estádio. "A capital já começou as obras", disse, referindo-se ao projeto de ampliação do Mané Garrincha. O governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), por sua vez, disse que gostaria de ver o centro de imprensa no seu Estado. Também quer organizar a Copa das Confederações, uma prévia do Mundial, em 2013. Ele disse que o Rio conta com 12 mil quartos de hotéis e precisa de mais seis mil para atender à demanda. Cada governador trouxe para Zurique assessores, panfletos com seus projetos já traduzidos em inglês e diferentes argumentos para justificar por que suas cidades são as mais adequadas para receber os jogos. O Amazonas aposta nas questões ambientais para ser sede. Uma das idéias do governador Eduardo Braga (PMDB) é a criação de um fundo que permita a empresas comprarem crédito de carbono para compensar as emissões geradas na Copa. No Mato Grosso, o argumento é de que o estado "é o centro da América do Sul" e seria mais fácil para torcedores de países vizinhos chegarem ao local , caso se classifiquem. O governador Blairo Maggi (PR) promete gastar R$ 1 bilhão em estádio e infra-estrutura e aposta que o Pantanal possa ser um fator de atração que justifique a escolha de Cuiabá como sede.

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