Felipe Rau/Estadão
Felipe Rau/Estadão

São Paulo e Muricy batem cabeça sobre reforços para 2015

Dirigentes dizem que nomes pedidos são inviáveis pelos altos custos e tentam chegar em meio termo

Fernando Faro, O Estado de S. Paulo

03 de dezembro de 2014 | 07h00

Já não é mais possível contar nos dedos quantas vezes Muricy Ramalho pediu reforços para a diretoria do São Paulo, mas o treinador terá que esperar. Entre os desejos do técnico e as possibilidades financeiras do clube existe um abismo e as partes precisarão chegar a um meio termo.

O treinador teve uma reunião com o vice de futebol, Ataíde Gil Guerreiro, e o gerente executivo, Gustavo Vieira de Oliveira, onde apresentou uma lista com os jogadores que gostaria que fossem contratados. Os nomes – mantidos sob sigilo – foram sondados e rapidamente descartados pelo alto custo.

Ainda em processo de reestruturação financeira, o Tricolor quer repetir a fórmula deste ano e trazer jogadores “de graça”, com custos apenas de luvas e salários. Dificilmente haverá um novo investimento pesado como o que tirou Alan Kardec do Palmeiras.

Na reunião, Ataíde também vetou jogadores mais velhos e avisou o treinador que nomes como Edu Dracena, apreciado por Muricy, sequer serão procurados. O dirigente quer atletas na casa dos 26 anos por avaliar que é quando o jogador está entrando no seu ápice físico e técnico e, dessa forma, possa dar um retorno maior ao clube.

Enquanto isso, Muricy segue pressionando e tem causado mal-estar pelo tom das suas críticas. “Ele fala como se não estivéssemos trabalhando”, disse ao Estado um dirigente, embasado por Ataíde. “Se deixarmos, o Muricy vai nos pedir o Messi e o Cristiano Ronaldo.”

O técnico espera receber novos jogadores em todos os setores, mas a lateral direita e a zaga receberão atenção especial neste primeiro momento. O São Paulo quer também um meia para ficar como opção a Ganso e Michel Bastos, que começarão jogando em 2015.

O Tricolor sonha também com Paulinho, do Tottenham. Dirigentes sondaram o atleta, mas ouviram que sua prioridade, caso retorne ao Brasil, é voltar para o Corinthians.

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