São Paulo é o clube que mais perde jogadores na 'janela'

Apesar de dizer que não negociaria atletas, time do Morumbi vende Ilsinho, Lenílson e Marcel

Gulherme Carvalho, do Jornal da Tarde

30 de julho de 2007 | 08h29

Com a concretização da venda de Ilsinho, que na sexta-feira acertou com o Shakhtar Donetsk, o São Paulo já é, dos grandes times brasileiros, o que mais perdeu jogadores na ‘janela internacional’ de transferências que foi aberta no começo do mês. Veja também:  A classificação da Série A O quadro é bem diferente do que a diretoria tricolor pregava antes das negociações permitidas pela Fifa. "Quem vai sofrer com a janela de transferências são os outros clubes. O São Paulo se planejou para ter esse time e não vai se desfazer de ninguém", apregoava, há 15 dias, o assessor especial da presidência, João Paulo de Jesus Lopes.  Depois disso, porém, o time perdeu três jogadores na seqüência, dois deles para o Exterior: Lenílson foi para o Jaguares, de Chiapas, no México, e Ilsinho acertou com o Shakhtar, da Ucrânia. O outro negociado foi Marcel, que tem contrato com o Benfica e foi emprestado para o Grêmio.  Dos outros clubes que teoricamente disputam o título brasileiro, apenas o Santos perdeu dois jogadores para o Exterior até agora: Cléber Santana e Zé Roberto foram para Atlético de Madrid e Bayern de Munique, respectivamente. Entretanto, ao contrário do São Paulo, que ainda não trouxe ninguém, o Santos contratou o atacante Kléber Pereira, que estava no América do México.  Na briga pelas primeiras posições na tabela, Grêmio e Goiás perderam um jogador cada no segundo semestre. O Goiás viu Welliton ir para o Spartak de Moscou e o Grêmio perdeu Lucas para o Liverpool. O volante, porém, já havia sido negociado no começo do ano. Já o líder Botafogo só perdeu o reserva Juca para a Sérvia.  "Não acredito que a saída desses jogadores vá causar algum dano à equipe do São Paulo dentro de campo. Temos um elenco muito grande e podemos repor jogadores à altura", acredita Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco.  Segundo o diretor, há um consenso no clube para um maior aproveitamento dos jogadores da base. Principalmente o jovem meia Sérgio Motta. Rafinha é outro que, na opinião da diretoria, merece mais chances no time. "São jogadores que precisam ter oportunidade. Antes, com muitos concorrentes para a posição, estava difícil!", diz Leco.  Para Muricy Ramalho, os técnicos brasileiros já estão acostumados com as constantes mudanças nos times e devem saber trabalhar com isso. "Até faz parte do planejamento. Mas se saírem mais uns dois, complica. Nosso elenco não é tão grande assim."

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