São Paulo e Palmeiras duelam para resgatar autoestima

São Paulo e Palmeiras nunca estiveram em situações tão idênticas como neste domingo. E a torcida de um time nem pode provocar a do outro. Por enquanto, as brincadeiras ficam de lado, dando espaço à confusões e incertezas. A partir das 16 horas, no Morumbi, as equipes iniciam uma sequência parecida, que pode terminar com o astral lá no alto ou em uma crise profunda.

BRUNO DEIRO E DANIEL AKSTEIN BATISTA, Agência Estado

21 de agosto de 2011 | 08h25

Vencer neste domingo, para qualquer um dos dois, significa ganhar moral para o desafio no meio da semana pela Copa Sul-Americana. Na próxima quarta-feira, o São Paulo precisa vencer o Ceará para avançar (perdeu o jogo da ida por 2 a 1) e, no dia seguinte, o Palmeiras recebe o Vasco também precisando do triunfo (foi derrotado no Rio de Janeiro por 2 a 0). No próximo domingo, novos clássicos na rodada final do 1.º turno do Campeonato Brasileiro: Palmeiras x Corinthians, em Presidente Prudente, e Santos x São Paulo, na Vila Belmiro.

Os números atuais jogam contra os rivais. O Palmeiras não vence há cinco jogos; o adversário está sem ganhar há três partidas. Os dois estão desfalcados. Situação diferente, apenas a dos treinadores. Luiz Felipe Scolari e Adilson Batista não andam bem das pernas, é verdade, mas apenas o palmeirense está com moral com a torcida.

Felipão fracassou em todas as competições desde que voltou ao Palmeiras, no ano passado, e nas últimas semanas tem entrado em rota de colisão com a diretoria, especificamente com o vice Roberto Frizzo. Mas nem isso tira o seu prestígio. O treinador só não perdeu seu cargo até aqui por ser quem é. Qualquer outro técnico teria sido demitido ou pedido a conta. Felipão se segura, muito pela fama que conquistou no próprio clube, com a conquista da Libertadores em 1999. E a torcida lembra que, se ele sair, a situação só tende a piorar.

Felipão pode não ser unanimidade com os diretores, mas continua firme no cargo. Ele conseguiu dar uma cara à equipe - forte na defesa, mas irregular no ataque. Muitas vezes, treina o time de um jeito e joga de outro. Para o clássico, não poderá contar com Valdivia, Thiago Heleno e Gerley, suspensos, e o machucado Dinei. "Quando já se tem uma equipe com número mínimo (de jogadores), fica em desvantagem. Mas a superação pode levantar o moral da equipe", contou Felipão. "Este é um jogo diferente".

PRESSÃO - Apesar de estar só há oito jogos no comando do São Paulo, o técnico Adilson Batista já sente a pressão. Das quatro partidas que fez no Morumbi, ele foi vaiado em três delas. E pode ficar ameaçado no cargo caso tenha resultados negativos nesta sequência que se inicia neste domingo.

Adilson está preparado para a batalha contra o Palmeiras e não se ilude com a má fase do adversário. "Será um jogo duro, independentemente da falta de vitórias (do Palmeiras) eu sei da cobrança e do jeito dele (Felipão) trabalhar", disse o treinador, que não contará com Lucas (suspenso), Denilson e Luiz Eduardo (machucados).

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