Daniel Teixeira/AE
Daniel Teixeira/AE

São Paulo e Palmeiras empatam em clássico morno e mantêm fase ruim

Dagoberto abriu o placar com golaço de cobertura em Marcos e Henrique igualou a contagem

Demétrio Vecchioli, Agência Estado

21 de agosto de 2011 | 17h58

SÃO PAULO - São Paulo e Palmeiras fizeram um clássico esvaziado neste domingo. Sem dois de seus principais jogadores (Lucas e Valdivia), com um público pequeno e praticamente de pouca emoção. O empate em 1 a 1 foi justo pelo que as equipes produziram. Marcos e Rogério Ceni evitaram um placar mais elástico com boas defesas. Na segunda etapa, o jogo foi sonolento, digno das vaias recebidas ao fim da partida. Dagoberto, num golaço de cobertura, e Henrique, de cabeça, fizeram os gols.

Pela terceira rodada seguida o São Paulo perde a chance de se aproximar da liderança. Já são três empates consecutivos - e quatro jogos sem vitória se contarmos a derrota para o Ceará pela Sul-Americana. O resultado manteve o time em terceiro, com 34 pontos, contra 37 do Corinthians e 35 do Flamengo. O Palmeiras foi a 29 pontos e continua atrás do Botafogo, em sexto, fora da zona de classificação para a Libertadores. Este foi o quinto jogo sem vitória do time de Felipão no Brasileirão.

O São Paulo volta a jogar no Morumbi quarta-feira, contra o Ceará, em busca de um empate sem gols ou vitória simples para passar de fase na Copa Sul-Americana. No próximo domingo, o time visita o Santos na Vila, pelo Brasileirão. O Palmeiras volta a atuar quinta-feira, contra o Vasco, no Pacaembu, pela Sul-Americana, precisando vencer por três gols de diferença para avançar. Domingo, o Palmeiras faz o clássico com o Corinthians em Presidente Prudente.

O JOGO

Tanto Adílson Batista quanto Felipão quiseram surpreender na escalação. O São Paulo foi a campo com uma formação inédita, com três zagueiros (João Filipe substituiu Cícero) e Fernandinho no lugar do suspenso Lucas. O Palmeiras subiu ao gramado não com três atacantes como de costume, mas sim com três volantes (Chico substituiu Dinei), além de Rivaldo na lateral, com Gerley no banco.

As opções dos treinadores fizeram com que as duas equipes apresentassem, no primeiro tempo, evolução em relação ao futebol mostrado nas rodadas anteriores. Tanto que os goleiros tiveram muito trabalho. A primeira grande defesa foi de Rogério Ceni, em chute cruzado de Luan, quase sem ângulo, aos 4 minutos.

O São Paulo, que foi inferior no começo do jogo, conseguiu se acertar depois. Aos 16, em bela jogada coletiva, Rivaldo tocou de chaleira para Dagoberto. O atacante bateu de fora da área, mas mandou rente à trave direita de Marcos. Um susto. Três minutos depois, Fernandinho fez jogada individual pelo meio, chutou da entrada da área para boa defesa do goleiro palmeirense, adiantado.

Quando o Palmeiras reequilibrou o jogo, foi Rogério Ceni que teve de trabalhar. Marcos Assunção cobrou falta na área, o goleiro tirou e, no rebote, Luan pegou de meia bicicleta. Ceni se esticou todo para salvar em cima da linha. Ele estava dentro do gol.

O placar foi aberto quando o talento de um jogador de linha falou mais alto que a boa atuação dos goleiros. Aos 42, Dagoberto recebeu de Rivaldo, tirou de Leandro Amaro com um lençol e tocou por cobertura na saída de Marcos. O goleiro saiu correndo desesperadamente atrás da bola, se jogou dentro do gol, mas não conseguiu impedir o golaço do são-paulino.

PRESSÃO

O 1 a 0 pareceu suficiente para o São Paulo. No segundo tempo, o time recuou e aceitou a pressão do Palmeiras, que voltou a ter três atacantes com a entrada de Maikon Leite no lugar de Márcio Araújo. Aos 11 minutos, Kleber cruzou da esquerda, a zaga do São Paulo resvalou e a bola sobrou na cabeça de Patrik. Rogério pegou no reflexo.

O caminho era pelo alto e o Palmeiras percebeu isso. Numa cobrança de bola parada, aos 16, Márcio Araújo pôs a bola na cabeça de Henrique, livre de marcação. O zagueiro cabeceou de costas e Rogério nada pôde fazer.

Para tentar recolocar o São Paulo do jogo, Adílson fugiu do padrão e fez o óbvio. Trocou seis por meia dúzia: Marlos no lugar de Fernandinho. Não adiantou nada. Nova tentativa com Cícero no lugar do cansado Rivaldo. Também não adiantou. Em 45 minutos, o São Paulo não deu trabalho à zaga do Palmeiras nenhuma vez.

O Palmeiras até tentou mais, principalmente na bola parada, mas não produziu grande coisa também. E ainda perdeu Cicinho, que levou o terceiro amarelo e não vai pegar o Corinthians na próxima rodada.

São Paulo 1 x 1 Palmeiras

São Paulo - Rogério Ceni; João Filipe, Rhodolfo e Xandão; Piris, Carlinhos, Wellington, Rivaldo (Cícero) e Juan; Dagoberto e Fernandinho (Marlos). Técnico - Adilson Batista

Palmeiras - Marcos; Cicinho, Leandro Amaro, Henrique e Rivaldo; Marcos Assunção, Márcio Araújo (Maikon Leite), Chico e Patrik (João Vitor); Luan e Kleber. Técnico - Luiz Felipe Scolari

Gols - Dagoberto, aos 42 minutos do primeiro tempo. Henrique, aos 16 minutos do segundo tempo. Árbitro - Cleber Welington Abade (SP). Cartão amarelo - Cicinho. Renda - R$ 587.700,00. Público - 16.813 pagantes.  Local - Estádio do Morumbi, em São Paulo. 

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