Nilton Fukuda/AE
Nilton Fukuda/AE

São Paulo e Palmeiras empatam sem gols no Morumbi

Na volta de Muricy Ramalho ao estádio em que se consagrou, partida é marcada por poucas emoções

Rafael Vergueiro, estadao.com.br

30 de agosto de 2009 | 17h55

O clássico deste domingo no Morumbi era cercado de muita expectativa. As principais atrações eram os dois times diretamente na briga pelo título do Campeonato Brasileiro e a volta do técnico Muricy Ramalho ao local em que ele se consagrou. No entanto, dentro de campo, São Paulo e Palmeiras fizeram uma partida fraca e não saíram do 0 a 0, pela 22.ª rodada da competição.

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O resultado foi melhor para o time alviverde, que mantém a vantagem de quatro pontos na tabela para o rival (41 a 37) e segue na liderança. Já a equipe tricolor cai para a quarta posição, atrás do Internacional nos critérios de desempate. O Goiás, com 38, está em segundo. 

Apesar de não ter conseguido o resultado que pretendia, o São Paulo manteve o tabu de não perder para o Palmeiras no Morumbi desde 2002, quando foi superado por 4 a 2 pelo torneio Rio-SP. Desde o confronto, foram 14 jogos no estádio, com 10 vitórias são-paulinas e quatro empates.

Na temporada 2009, a superioridade também é do time tricolor. Pelo Paulistão, ganhou por 1 a 0, no Morumbi, e no primeiro turno do Brasileirão aconteceu outro empate sem gols, mas no Palestra Itália. A última vitória palmeirense no clássico foi pela semifinal do estadual de 2008, por 2 a 0 em casa, no famoso 'jogo do gás'.

As duas equipes voltam a entrar em campo somente no próximo fim de semana. O Palmeiras recebe o Barueri às 18h30 do sábado, enquanto o São Paulo pega o Cruzeiro fora de casa às 16 horas do domingo.

RETORNO

Nos últimos três anos, Muricy Ramalho comandou o São Paulo na conquista do tricampeonato brasileiro, algo inédito na história da competição. Por isso, apesar de hoje ser treinador do arquirrival, não foi recebido com vaias ao entrar no Morumbi pela primeira vez depois que foi demitido do clube, em julho.

Dentro de campo, as dúvidas eram se Richarlyson e Cleiton Xavier, que sentiram lesões nos últimos dias, iriam para o jogo. Mas os dois foram escalados e os times iniciaram o confronto com força máxima.

A necessidade da vitória era do São Paulo, em desvantagem no Brasileirão, mas quem começou se arriscando mais no ataque foi o Palmeiras. Aos 5 minutos, em saída errada de Rogério Ceni, Armero quase inaugurou o marcador.

 São Paulo 0
Rogério Ceni; André Dias, Renato Silva e Miranda    ; Jean Hernanes (Arouca), Richarlyson, Jorge Wagner     e Junior Cesar; Dagoberto (Hugo) e Washington (Borges)
Técnico: Ricardo Gomes
 Palmeiras 0
Marcos; Wendel, Maurício Ramos (Marcão), Danilo e Armero; Pierre, Edmílson, Cleiton Xavier (Deyvid Sacconi) e Diego Souza    ; Obina     e Ortigoza (Souza)
Técnico: Muricy Ramalho
Árbitro: Héber Roberto Lopes (PR)

Renda: R$ 1.412.320

Público: 41.083 pagantes

Estádio: Morumbi, em São Paulo (SP)

Os mandantes só começaram a tomar a iniciativa após a metade da etapa inicial. Dagoberto, um dos melhores em campo, criou boas oportunidades, mas parou nas boas atuações da zaga palmeirense e do goleiro Marcos.

No segundo tempo, o clássico piorou e foram raríssimas as chances de gol. Nem as alterações promovidas pelos treinadores mudaram o rumo da partida. Ficou claro que um gol só sairia em jogada individual, o que não aconteceu.

O confronto foi muito truncado no meio-de-campo, tanto que dois atletas saíram lesionados. Maurício Ramos deixou o jogo ainda no primeiro tempo para a entrada de Marcão, enquanto Washington deu lugar a Borges na etapa final.

RECORDE

Rogério Ceni, que passou boa parte do ano lesionado, pôde comemorar um recorde neste domingo. Ele se tornou o atleta com mais jogos pelo Campeonato Brasileiro, com 370, superando o ex-jogador Zinho, que encerrou a carreira com 369.

(atualizado às 20h37)

 

 

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