São Paulo e Santos fazem clássico pressionados

Mesmo em situações distintas, ambas equipes não conseguiram boas apresentações no Paulistão

Giuliano Villa Nova e Sanches Filho, O Estado de S. Paulo

09 de fevereiro de 2008 | 14h56

São Paulo e Santos apostam na Copa Libertadores como o principal torneio da temporada. Porém, há poucos dias da estréia na competição continental, os dois ainda não encontraram uma identidade e colecionam tropeços no Campeonato Paulista. Por isso, o clássico das 16 horas deste domingo, no Morumbi (com transmissão online do estadao.com.br), é a chance para que os rivais deslanchem e comecem a resolver seus problemas - especialmente a falta de padrão de jogo e de gols -, sob pena de entrarem na Libertadores ainda mais pressionados. Veja também: Classificação Últimos resultados / Próximos jogos Kléber Pereira provoca o São Paulo e seu Imperador Decisivo, Rogério quer prolongar série de vitórias do São Paulo Santos apresenta estrangeiros: os meias Molina e QuiñonesOs são-paulinos, que começam a participação na Libertadores dia 27, na Colômbia, contra o Nacional, têm mais motivos para preocupação. Apesar de estarem em posição melhor do que o adversário - somam 13 pontos em sete jogos -, fizeram contratações de peso e sabem que deveriam estar rendendo mais. "Ainda não perdemos, mas temos de melhorar nosso futebol", resume o técnico Muricy Ramalho, aflito com o meio-campo de seu time. "O setor de ligação com o ataque me preocupa", diz. Em parte, as fracas apresentações do São Paulo se explicam pelas perdas que o elenco sofreu nos últimos meses. Considerados jogadores "esforçados", Leandro e Souza são os que mais fazem falta: tinham poder de chegada ao ataque muito maior do que o dos ex-companheiros. "Chegaram jogadores de características diferentes para substituí-los, e isso leva tempo", pondera o volante Richarlyson, que volta ao time, ao lado de Hernanes (ambos estavam na seleção brasileira) e Joilson (que cumpriu suspensão). EM FORMAÇÃODesde o início do ano, o Santos sofreu mais baixas no elenco, e o processo de reformulação do time ainda não trouxe resultados - apenas oito pontos em sete jogos. O técnico Emerson Leão se esforça para mesclar a experiência de alguns remanescentes de 2007 com a juventude das categorias de base e admite que, diante da inferioridade técnica de sua equipe, vai adotar a postura dos times pequenos no clássico: jogar fechado e tentar um gol nos contra-ataques. "Não há como deixar de considerar o São Paulo favorito. Tem jogadores mais experientes e mais técnicos", observou Leão. Os santistas - que estréiam na Libertadores na quarta-feira, contra o Cúcuta, na Colômbia - ficaram mais aliviados com a vitória suada sobre o Marília, por 1 a 0, mas prometem não descuidar da marcação. Tentarão parar Joilson, Richarlyson, Hernanes e Jorge Vagner para impedir os cruzamentos para Adriano, que será vigiado de perto por Domingos. "E o time vai continuar com três zagueiros porque ainda não está pronto para jogar de outra maneira", adiantou Leão. São PauloRogério Ceni; André Dias, Alex (Hugo) e Miranda; Joilson, Fábio Santos, Hernanes, Jorge Wagner e Richarlyson; Aloísio (Borges) e AdrianoTécnico: Muricy Ramalho SantosFábio Costa; Domingos, Adailton e Betão; Denis, Adriano, Rodrigo Souto, Luiz Henrique e Carlinhos; Tiago Luís e Kléber PereiraTécnico: Emerson LeãoÁrbitro: Antônio Rogério Batista do PradoEstádio: Morumbi, em São Paulo (SP)Horário: 16 horasTV: Pay-per-viewRádio: Eldorado/ESPN - AM 700 Para ele, depois da vitória por 1 a 0 contra a Marília, e jogando contra um adversário tido como superior, a tendência é que a equipe cresça de produção. "Um bom resultado domingo é fundamental para entrarmos mais otimistas na Libertadores." A idéia de Leão é prestigiar a dupla formada por Tiago Luís e Kléber Pereira e ficar com Alemão no banco, como opção. "O que vinha atrapalhando Kléber Pereira era a ansiedade. Mas, mesmo usando mais a perna esquerda, ele mostrou a sua qualidade de artilheiro, fazendo um gol de bico. De agora em diante, ele vai jogar normalmente." Com a volta de Denis à lateral-direita, os problemas santistas agora se resumem a duas posições: a lateral-esquerda, em razão da ausência de Kléber, que se recupera de inflamação no púbis, e do baixo rendimento de Carlinhos, Carleto e Alex, e a meia. Leão gosta do futebol de Rodrigo Tabata, mas, por necessidade, é obrigado a escalar Luiz Henrique, mais lento, mas que compõe mais a marcação no meio.

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