São Paulo: eleições sem boca de urna

O São Paulo resolveu mudar algumas regras em suas eleições para diminuir a possibilidade de incidentes, confusões e brigas durante a votação dos sócios, que elegerão 80 novos membros para o Conselho Deliberativo, amanhã, das 9 horas às 17 horas, no Morumbi. Uma delas é a restrição ao trabalho de boca de urna. Outra, a ?proibição? do uso de cartazes e panfletos ofensivos entre os candidatos, conforme acertado em encontro entre os concorrentes. "As conversas foram cordiais, acreditamos que não haverá problema", contou João Paulo de Jesus Lopes, diretor de Planejamento. A preocupação tem procedência, pois os ânimos costumam se acirrar em época de disputa política. Há poucos meses, por exemplo, Juvenal Juvêncio, diretor de Futebol, e Pérsio Rainho, conselheiro da oposição, bateram boca após uma reunião ordinária. Algumas pessoas evitaram que a discussão acabasse em agressão. Embora ainda não defina oficialmente quem será o presidente no próximo biênio, a votação de amanhã será decisiva. A situação, que tenta reeleger Marcelo Portugal Gouvêa, indicará 80 nomes para o Conselho, assim como ocorrerá com a oposição, cujo candidato é Paulo Amaral, que ocupou o trono entre 2000 e 2002. Os 80 eleitos se juntarão aos vitalícios (que atualmente são 163) para escolher o presidente na segunda quinzena.

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