São Paulo: elenco pequeno preocupa

Paulo Autuori tem em suas mãos um dos mais limitados ? em termos numéricos ? elencos do futebol brasileiro. São apenas 24 jogadores, sendo quatro goleiros. E o que era pequeno ficou ainda menor nesta segunda-feira com a saída do atacante Jean, que se apresenta nesta terçafeira ao São Caetano. As possibilidades de contratação não são muito grandes. A diretoria se recusa a pagar multa para contratar alguém. Fica na dependência de jogadores que têm o vínculo empregatício terminado.Foi assim com Mineiro e Josué, que vieram no início do ano. A vontade de trazer Josué vinha desde o ano passado. Mas, como o Goiás exigia o pagamento total da multa, o São Paulo esperou um ano.Tcheco não veio pelo mesmo motivo. O São Paulo havia acertado tudo com o jogador, mas como era necessária uma compensação ao Al-Ittihad, da Arábia Saudita, o negócio não saiu. E Tcheco foi para o Santos.O ritmo de negociações tem sido lento. Gabriel deixou o clube em janeiro e até agora não chegou um reserva. A justificativa é de que o clube não quer jogadores médios. ?O que adianta eu contratar alguém sem lastro para ser reserva do Cicinho? Aí, quando ele se machucar, o técnico vai escalar o Renan na direita. Quase contratamos o André Cunha. Ele foi para o Palmeiras e não jogou até agora. O titular era o Corrêa?, argumenta Juvenal Juvêncio.Leão chegou a pedir informações sobre o lateral Mariano, do Guarani, mas o jogador não aprovou e a busca continua.O atacante Roger, da Ponte Preta, era um dos jogadores observados, mas a negociação diminuiu de ritmo por um motivo prosaico. Roger tem feito muitos gols ? foram cinco nos últimos cinco jogos, inclusive dois no São Paulo ? e fica difícil convencer a Ponte a diminuir o valor da multa.Trazer jogadores sem gastar dinheiro parece utopia. Por isso, fica difícil apostar na vinda de Luís Fabiano, que o clube tentou com o Porto. O clube português só aceita tratar do assunto depois do dia 22 de maio, quando termina o campeonato. E não aceita menos que ? 2 milhões (R$ 6,5 milhões) pelos 25% do passe do jogador ? os outros 75% pertencem à empresa Global Soccer Agency.Há um certo descompasso até em contratações mais simples. O atacante Vandinho, que veio do Paraná, é um exemplo. No Departamento amador, dizem que o jogador veio para o time profissional. E no elenco profissional juram que veio para as categorias de base.No domingo, Juvenal Juvêncio foi enfático. ?Resolvemos tudo e o garoto ficará nos profissionais.? Nestasegunda-feira, ele estava nos juniores.Mesmo com tantas incertezas, continua a promessa de que dois novos jogadores virão em menos de 10 dias. Jogadores bons, para resolver problemas. É pagar para ver. O prazo termina dia 10 de maio.

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