São Paulo elimina Rosario nos pênaltis

A classificação do São Paulo para as quartas-de-final da Taça Libertadores da América não poderia ter sido mais sofrida, mais dramática, na noite desta quarta-feira. O time saiu perdendo, mas virou o placar e bateu o Rosario Central por 2 a 1 no tempo normal ? na Argentina, o Rosario havia vencido por 1 a 0. Nos pênaltis, os argentinos ficaram a um gol da vitória, mas o São Paulo reverteu novamente a situação e ganhou por 5 a 4, para a festa dos 60 mil torcedores que foram ao Morumbi. Dois jogadores deixaram o campo como heróis: Grafite, que chegou a ser hostilizado pela torcida nos últimos jogos, e Rogério Ceni. O atacante iniciou o jogo no banco, mas entrou para marcar os dois gols do triunfo. O goleiro foi sensacional na decisão por pênaltis. Marcou o seu, com categoria, e defendeu duas cobranças dos argentinos. ?Isso daqui (o Morumbi) é a minha vida?, gritou o goleiro, após a classificação. ?Quem tem essa torcida, tem tudo. Jogo no melhor time do mundo.? O primeiro tempo foi de desesperar qualquer torcedor. Quem imaginava uma vitória relativamente fácil, levou grande susto logo de cara, quando Herrera abriu o placar para os argentinos, aproveitando falha de Marquinhos. Os são-paulinos, que precisavam vencer por 3 gols de diferença, passaram a ficar muito nervosos e tinham cada vez mais dificuldade para furar a retranca do Rosario. Luís Fabiano atingiu o rosto de Talamonti e recebeu cartão amarelo. Em alguns momentos, chegou, até, a correr o risco de expulsão. Na metade da primeira etapa, Danilo sofreu falta fora da área. O juiz Jorge Larrionda, equivocadamente, marcou pênalti. Para aumentar ainda mais o sofrimento da torcida, Luís Fabiano não converteu em gol a cobrança. O bom goleiro Gaona defendeu seu chute. Cuca percebeu que a situação do São Paulo começava a ficar extremamente complicada e, pouco depois dos 30 minutos, resolveu fazer uma alteração ousada. Tirou o volante Alexandre para colocar o atacante Grafite. A equipe passou a ficar mais perigosa, principalmente em jogadas aéreas, e, nos acréscimos, chegou ao empate. Foi justamente com Grafite, de cabeça. O treinador preferiu manter o elenco dentro do campo no intervalo, em vez levá-lo para o vestiário. Pretendia que o grupo não perdesse o ?calor? do jogo e do torcedor. O time, no entanto, voltou sem vibração no segundo tempo, aceitando a forte marcação do rival. E acabou sendo ameaçado pelos argentinos nos contra-ataques ? num deles, Rogério Ceni fez defesa espetacular. Quando o torcedor parecia desanimado, novamente apareceu o oportunismo de Grafite, aos 31. Após rebote de Gaona, em chute de Luís Fabiano, o atacante, tão criticado nas últimas semanas, empurrou a bola para o gol: 2 a 1. No fim, o São Paulo pressionou em busca do terceiro gol, mas não conseguiu evitar a decisão por pênaltis. Vandalismo ? Alguns torcedores do São Paulo atiraram pedras e pedaços de tijolos no ônibus do Rosario Central, no momento em que a delegação chegava ao Morumbi. Ninguém, porém, ficou ferido.

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