São Paulo empata com o Nacional-URU pela Copa Libertadores

Time de Muricy Ramalho fica no 0 a 0 e agora precisa vencer o jogo de volta para avançar às quartas-de-final

Martín Fernandez, O Estado de S. Paulo

01 de maio de 2008 | 00h22

Quando dois times que só têm uma jogada se enfrentam, e essa arma não funciona, o resultado só pode ser 0 a 0. Foi assim nesta quarta-feira, quando São Paulo e Nacional ficaram no empate sem gols, em Montevidéu, no primeiro duelo pelas oitavas-de-final da Copa Libertadores. Veja também: Classificação Calendário / Resultados Richarlyson destaca organização defensiva do São Paulo O jogo de volta é na próxima quarta, às 21h50, no estádio do Morumbi, e agora só segue na competição quem vencer. Novo empate por 0 a 0 leva a decisão para os pênaltis e uma igualdade por qualquer placar dá a vaga aos uruguaios. Nacional e São Paulo passaram o primeiro tempo inteiro atirando bolas aéreas um na área do outro. A cena se repetia: qualquer jogador passava do meio-de-campo com a bola dominada e já olhava para a área procurando algum companheiro. E em seguida vinha o cruzamento. Na primeira etapa, os goleiros e os zagueiros levaram a melhor em quase todas as oportunidades. A exceção ficou por conta de um voleio de Jorge Wagner, logo no primeiro minuto de jogo, que o goleiro Viera tratou de espalmar. Adriano também assustou, num chute forte de fora da área. Por cima, Alex Silva ganhou todas na defesa do São Paulo. Mas o Nacional, quando tentou jogar pelo chão, foi melhor. O garoto Bruno Fornaroli, de 20 anos, aproveitou dois cochilos da zaga brasileira para dar trabalho a Rogério Ceni. Na primeira, o capitão são-paulino deixou a bola passar por baixo do corpo. Alex Silva salvou em cima da linha e evitou o que seria um frango do capitão. Em seguida, Fornaroli dominou na marca do pênalti, livrou-se da marcação, girou e bateu, mas Rogério evitou o gol. No intervalo, o técnico Muricy Ramalho foi obrigado a tirar Zé Luís, que atuava como terceiro zagueiro. O jogador sentiu uma crise asmática no vestiário e não teve condições de voltar para o segundo tempo. Fábio Santos entrou em seu lugar, mas Richarlyson foi recuado para a defesa. A temperatura do jogo esquentou a partir da entrada do volante. Na primeira dividida, Fábio Santos deixou as travas das chuteiras nas pernas de Caballero, que também entrou com violência na jogada. A partida ficou feia, com divididas duras. Nacional-URU0Viera; Barone, Caballero    , Romero     e Victorino; Cardaccio    , Arismendi, Oscar Morales (Bertolo) e Ligüera; Fornaroli e Richard MoralesTécnico: Gerardo PelussoSão Paulo0Rogério Ceni; Zé Luís (Fábio Santos), Alex Silva e Miranda; Éder, Richarlyson    , Hernanes, Éder Luís e Jorge Wagner     (Hugo); Borges e AdrianoTécnico: Muricy RamalhoÁrbitro: Ruben Selman (Fifa-CHI)Estádio: Gran Parque Central, em Montevidéu (URU)Mas os são-paulinos souberam controlar os nervos. Apesar da pressão constante da torcida e dos jogadores uruguaios no árbitro, só Jorge Wagner e Richarlyson foram advertidos com cartão amarelo. As chances de gol é que continuaram escassas. Os dois times insistiam nas jogadas pelo alto, mas nem Jorge Wagner nem Martín Ligüera conseguiam acertar o pé. Acabaram substituídos. Chances perdidas - Uma das melhores oportunidades do São Paulo foi desperdiçada por Alex Silva aos 25 minutos, que aproveitou o bate-rebate dentro da área, mas mandou para fora. Éder Luís também perdeu boa chance ao pegar de primeira um cruzamento de Richarlyson, pela esquerda. Nos acréscimos, Borges desperdiçou um contra-ataque incrível. Eram quatro são-paulinos contra um zagueiro do Nacional, mas o atacante demorou para decidir o que fazer e foi desarmado quando tentava chutar.

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