São Paulo empata e se complica

Técnico com momentos de insegurança e dirigente com repentes de desequilíbrio. A pífia atuação do São Paulo, hoje à tarde, no Morumbi, começou no banco de reservas. Mais uma vez jogando muito mal, o time paulista apenas empatou por 0 a 0 com o Talleres, último colocado do campeonato argentino. O jogo foi horrível e o resultado deixou o São Paulo mais distante da inédita classificação para a segunda fase da Copa Mercosul. A torcida, que terminou a partida vaiando, se irritou com a atuação da equipe desde o primeiro tempo. Novamente os jogadores, que vêm oscilando a cada partida, entraram desligados. O plano de Nelsinho Baptista era baseado no constante avanço dos laterais, para abrir a defesa argentina. Mas tanto Belletti quanto Gustavo Nery, pela esquerda, estavam péssimos. Gustavo Nery parecia estar abalado com a provável contratação de Athirson e afunilava o jogo cada vez que apoiava o ataque. As únicas jogadas de perigo do São Paulo eram feitas por meio de inversões entre Leonardo e França, que recuava para armar as jogadas e abria espaços para a penetração de seu companheiro. Assim, aos 12 minutos, Leonardo recebeu passe do atacante e chutou em cima do goleiro. Outra jogada semelhante ocorreu aos 45, pelo lado direito. No Talleres, a falta de qualidade técnica de seus jogadores impediu que as finalizações assustassem o goleiro Rogério Ceni. Duas alterações foram feitas no São Paulo para o segundo tempo. Leonardo contundiu-se no joelho e foi substituído por Reinaldo. Para dar maior mobilidade ao meio-campo, Carlos Miguel entrou no lugar de Fábio Simplício. Mas já era tarde e as mudanças não surtiram efeito. O time paulista continuou a jogar um futebol burocrático. A situação até piorou quando Nelsinho pôs o meia Júlio Baptista no lugar de Belletti na lateral. Transtornado e sem ter nada a ver com a partida, o diretor José Dias saiu do banco para xingar o juiz e foi expulso com justiça. Júlio Baptista ainda perdeu duas chances, por total falta de categoria. Foi a gota d´água para os protestos dos torcedores e a prova de que, às vezes, Nelsinho Baptista fica perdido, sem saber o que fazer com o grupo que tem em mãos.

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