São Paulo empata em SC e continua longe do Cruzeiro

Time tricolor não passa pela Chapecoense e perde chance de encostar no líder do Brasileirão, que apenas empata nesta rodada

Fernando Faro, O Estado de S. Paulo

23 de outubro de 2014 | 00h05

Era a chance de ouro para devolver a emoção ao campeonato, mas o São Paulo mais uma vez tropeçou na hora de decidir e não passou de um 0 a 0 com a Chapecoense, resultado que manteve a distância para o Cruzeiro em sete pontos. Com 53 pontos, o Tricolor ainda viu o Corinthians colar na briga pela segunda posição – apenas um ponto separa os arquirrivais.

Sabendo do empate do Cruzeiro com o Palmeiras, que poderia encurtar a distância para o líder, esperava-se um São Paulo agressivo desde o início e mantendo sua característica de trabalhar a bola. Não foi o que se viu. Como já aconteceu em outras oportunidades no campeonato, o time entrou com o freio de mão puxado, uma atitude que pode até ser confundida com falta de interesse.

Cumpre dizer que mesmo Muricy Ramalho não sendo um mestre das táticas, em momentos como esse seu poder de ação acaba sendo limitado. Se tem algo que o treinador faz bem é tentar motivar seus jogadores, mas quando o grupo não corresponde há pouco a se fazer que não seja esperar que todos despertem da letargia.

E como foi difícil assistir ao primeiro tempo! Enquanto o Tricolor batia cabeça para construir uma jogada qualquer que fosse, a Chapecoense repetia o calor que ofereceu a praticamente todos que pisaram na Arena Condá na competição.

Explorando as laterais com Thiago Luís e Camilo, os donos da casa impuseram uma forte pressão e até criaram oportunidades para abrir o placar, mas esbarraram na falta de pontaria. Na melhor chance, Rogério viu a bola passar caprichosamente ao lado da trave em arremate de Thiago Luís.

Absolutamente nada deu certo. Kaká, sempre voluntarioso, desta vez teve jornada infeliz; Ganso nem de longe lembrou o jogador letal de outras partidas e Alan Kardec continua brigado com as redes (já são 11 partidas de jejum do atacante). Achar um destaque na primeira etapa seria procurar água no Saara.

É bem verdade que ao menos o time teve mais atitude e resolveu tentar tomar conta do jogo, mas aí esbarrou na falta de inspiração de seus jogadores e pouco conseguiu produzir.

Mas se abrir custou os contra-ataques e foi num desses que Paulo Miranda foi expulso após derrubar Fabinho, aos 30. Foi a estocada final para sepultar qualquer esperança de reação. Daí por diante o Tricolor passou a se defender e o empate, que antes de a bola rolar era um resultado ruim, começou a ser visto como lucro.

Para sorte dos tricolores, a Chapecoense também abusou do direito de errar e não conseguiu fazer a vantagem numérica ter algum efeito em termos de placar. Dentro de suas limitações, insistiu o quanto pôde, mas teve de se contentar com a insossa igualdade.

No fim, o resultado deixou gosto de fel para os dois lados e vai deixando o caminho cada vez mais aberto para o Cruzeiro, que manteve a vantagem confortável na liderança e já começa a contagem regressiva. 

Mesmo sem brilhar no segundo turno, a equipe mineira contou mais uma vez com uma generosa contribuição dos seus concorrentes mais próximos para se aproximar do título. E de vacilo em vacilo, o sonho do heptacampeonato tricolor escorre pelos dedos.

FICHA TÉCNICA:

CHAPECOENSE 0 X 0 SÃO PAULO

CHAPECOENSE - Danilo; Fabiano, Douglas Grolli, Rafael Lima e Rodrigo Biro; Bruno Silva, Abuda (Fabinho Alves), Diones (Yuri) e Camilo; Tiago Luis (Bruno Rangel) e Leandro. Técnico - Jorginho.

SÃO PAULO - Rogério Ceni; Paulo Miranda, Edson Silva, Rafael Toloi e Alvaro Pereira; Denilson, Souza, Kaká (Boschilia, depois Hudson) e Ganso; Ewandro (Osvaldo) e Alan Kardec. Técnico - Muricy Ramalho.

ÁRBITRO - Wagner do Nascimento Magalhães (RJ).

CARTÕES AMARELOS - Douglas Grolli e Diones (Chapecoense); Souza, Kaká e Rafael Toloi (São Paulo).

CARTÃO VERMELHO - Paulo Miranda (São Paulo)

RENDA - R$ 385.590,00.

PÚBLICO - 15.225 pessoas (total).

LOCAL - Arena Condá, em Chapecó (SC).

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