Agustin Marcarian/Reuters
Agustin Marcarian/Reuters

São Paulo empata sem gols com o Rosario Central, na Argentina

Time de Aguirre sobrevive à pressão argentina e arranca um 0 a 0 na estreia na Copa Sul-Americana

Gonçalo Junior, O Estado de S. Paulo

12 de abril de 2018 | 23h46

O São Paulo sobreviveu à pressão do Rosario Central e arrancou um empate por 0 a 0 na estreia na Copa Sul-Americana nesta quinta-feira na Argentina. Equilibrado taticamente mesmo com dez jogadores desde os 35 minutos do tempo inicial, o São Paulo fez um bom jogo e acertou uma bola na trave no segundo tempo, em um belo chute de Nene, um dos destaques da partida. O jogo de volta será no dia 9 de maio, no Morumbi. Uma vitória simples classifica o São Paulo. Empate com gols classifica o time argentino.

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O clima foi tenso entre os torcedores no estádio Gigante de Arroyito. Os argentinos chamaram os são-paulinos de "macacos", gritavam banana" e fizeram gestos racistas. Os brasileiros teriam roubado uma faixa da torcida de Rosario.

A estratégia do São Paulo foi a mesma da maioria dos brasileiros nos torneios sul-americanos em jogos fora de casa: tentar suportar a pressão dos donos da casa nos 15 minutos iniciais. Depois especular algum contra-ataque. Foi difícil. Com um minuto, o Rosario criou a primeira chance com um chute perigoso de Marco Rubén. Aos 26, falta bem batida por Zampedri. Além disso, o time teimava em cruzar a bola na área. Com grande atuação, Arboleda rebateu todas.  

O time de Aguirre sobreviveu aos 15 minutos iniciais e conseguiu respirar, com a bola no pé, a partir da metade do primeiro tempo. O sistema com três zagueiros, escolhido para fortalecer a defesa e desafogar as laterais, funcionou. A pressão continuou, o time argentino esteve sempre perto do gol, mas os zagueiros rebateram todas. Principalmente pelo lado direito, com Régis e Petros, o time mostrou que estava vivo no jogo. A contusão de Reinaldo, que teve de ser substituído por Lucas Fernandes, não provocou fendas na defesa. Liziero passou a jogar mais recuado e Lucas Fernandes entrou bem.  

A pressão aumentou novamente aos 36 minutos. O árbitro Victor Carrillo foi rigoroso ao expulsar Rodrigo Caio após uma disputa pelo alto com Marco Rubén. Acabou o esquema com três zagueiros e avanço para as laterais. O time voltou ao seu objetivo inicial: sobreviver à pressão.

O Rosario tinha entusiasmo, intensidade, muitas jogadas aéreas, a força da torcida no estádio Gigante de Arroyito, mas esbarrava na ruindade de alguns atletas. Ruindade mesmo. Erros de passes e cruzamentos tortos fizeram com que o time da Argentina aproveitasse pouco a vantagem de um jogador a mais. Com isso, o São Paulo se permitiu avançar e quase equilibrar o jogo. Aos 17 minutos, Nene acertou um belo chute no ângulo.

Aos 36 minutos do segundo tempo, Carrizo, que já tinha cartão amarelo, foi expulso após falta em Militão. O equilíbrio tático se estendia também ao número de jogadores: 10 a 10. O time argentino passou a jogar apenas nas bolas altas, sufocou nos minutos finais, mas conseguiu poucas chances reais.

Ficha técnica

Rosario Central 0 x 0 São Paulo

Rosario: Ledesma; Gómez, Tobio, Cabezas e Parot; Gonzáles (Fernández), Carrizo, López e Lovera (Pereyra); Zampedri e Marco Rubén (Herrera). Técnico: Leonardo Fernández.

São Paulo: Sidão; Éder Militão, Rodrigo Caio e Arboleda; Régis (Bruno Alves), Jucilei, Liziero, Petros e Reinaldo (Lucas Fernandes); Nenê e Tréllez (Valdívia). Técnico: Diego Aguirre.

Cartões amarelos: Régis, Gonzáles, Carrizo, Marco Rubén, Parot, Zampredi.

Vermelhos: Rodrigo Caio e Carrizo

Juiz: Victor Hugo Carrillo (Peru). Local: Estádio Gigante de Arroyito, Santa Fe, Argentina

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