André Lessa/AE
André Lessa/AE

São Paulo encara confronto decisivo, às 21h50, contra o Náutico

Vitória em Recife mantém a equipe tricolor a uma distância recuperável do G-4

Fernando Faro, Agência Estado

15 de agosto de 2012 | 08h56

SÃO PAULO - Duas derrotas seguidas e a perda de contato com o G-4 colocam o São Paulo na obrigação de vencer o Náutico, nesta quarta-feira, às 21h50, no estádio dos Aflitos, no Recife, pela 17.ª rodada do Campeonato Brasileiro, não só para manter vivo o sonho de pelo menos atingir o grupo de classificados para a Copa Libertadores do ano que vem como evitar mergulhar o time do Morumbi em nova crise. Uma vitória mantém a equipe a uma distância recuperável do bloco principal, mas voltar sem os três pontos pode transformar em pó as chances na competição.

Os jogadores sabem que só a vitória será capaz de aliviar a pressão que já ameaça voltar a tomar conta do ambiente após fracassos contra Grêmio e Fluminense, equipes que em tese seriam rivais diretas do clube tricolor na briga pelas primeiras posições, mas já abriram vantagem na tabela de classificação. Apesar das boas exibições, a equipe saiu derrotada por causa de erros individuais da defesa.

A missão não deve ser fácil. Apesar de figurar apenas na 13.ª colocação, os pernambucanos conquistaram 13 dos 17 pontos em casa (quatro vitórias, um empate e duas derrotas) e costumam transformar o estádio em um caldeirão. Os são-paulinos sabem que devem ter vida complicada, mas concordam que a equipe não pode deixar mais pontos para trás. "A equipe deles tem qualidade. Assisti ao jogo contra o Flamengo e eles foram muito bem. Embora tenham perdido, contam com atletas de velocidade no ataque, mas sabemos que essa vitória é importantíssima para o grupo e precisamos ir para lá e buscar o resultado de qualquer forma", afirmou o zagueiro Rafael Toloi, que cumpriu suspensão no fim de semana e volta à equipe.

Por isso, corrigir o caos aéreo se tornou a missão prioritária de Ney Franco para o momento. Insatisfeito com o baixo rendimento nas bolas alçadas na área, o treinador dedicou boa parte do último treino para tentar arrumar o posicionamento dos jogadores. Nada menos que nove dos 20 gols sofridos na competição foram de cabeça. Apesar de ter falhado nos últimos três gols, João Filipe segue como titular e forma o trio com Rhodolfo e Toloi. Casemiro, que estava cotado a continuar após sair aplaudido no último domingo, volta para o banco.

O resto da equipe será o mesmo da última partida. Para os atletas, mais do que mexer na formação ou em peças da equipe, é o grupo que precisa parar de falhar quando tem a oportunidade de definir o resultado. "Nossa briga é por títulos, eu acredito nisso. Mas não adianta a gente ter a oportunidade e do nada ser surpreendido com derrotas ou empates. Temos de nos fechar e buscar nossos objetivos, que são as vitórias. Não podemos mais vacilar no campeonato", alertou o volante Denilson. Por "não vacilar" entende-se vencer, pois qualquer outro resultado comprometerá o futuro da equipe.

NÁUTICO - Gideão; Patric, Marlon, Ronaldo Alves e Douglas Santos; Elicarlos, Martinez, Souza e Rhayner; Araújo e Kieza. Técnico: Alexandre Gallo.

SÃO PAULO - Rogério Ceni; João Filipe, Rafael Tolói, Rhodolfo e Douglas; Denílson, Maicon, Jadson e Cortez; Cídero e Ademilson. Técnico: Ney Franco.

Árbitro - José de Caldas Souza (TO); Horário - 21h50; TV - Globo e Band; Local - Estádio dos Aflitos, em Recife.

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