Daniel Teixeira/Estadão
Daniel Teixeira/Estadão

São Paulo encerra 2017 com seu pior retrospecto nos pontos corridos do Brasileiro

Reação no segundo turno não foi suficiente que a equipe evitasse repetir ou superar suas piores marcas

Matheus Lara, O Estado de S.Paulo

05 de dezembro de 2017 | 07h00

Pior colocação, menor quantidade de pontos, pior aproveitamento, menor número de vitórias e pior saldo de gols. O São Paulo sabe que só não pode esquecer o Brasileirão de 2017 porque tem de aprender (e muito) com ele. Mesmo com a reação no segundo turno e grande apoio das arquibancadas, o time fecha o Nacional com seu pior retrospecto na era dos pontos corridos e, de olho em 2018, já pensa em corrigir os erros desta temporada para evitar um novo sufoco.

Hernanes pede manutenção de peças-chave e crê em chance na seleção

De 2003 para cá, a pior colocação que o São Paulo, 13.º neste ano, tinha alcançado no Brasileirão foi 11.º, em 2005, quando eram 22 times, e 10.º, no ano passado, já com 20 adversários. Quanto ao número de pontos e ao aproveitamento ao fim do torneio, o clube neste ano repetiu os 50 pontos e os 43,9% de 2013, a pior marca até então. O mesmo aconteceu com o saldo de gols, que voltou a terminar negativo, -1, assim como em 2013. Já os 13 triunfos deste ano superaram 2013 e 2016, anos em que o time menos tinha vencido no Nacional, 14 vezes. 

“Vivemos uma fase de transição e espero que ela ou já tenha passado ou esteja no fim”, avalia o capitão Hernanes. “A saída de jogadores, mudança de técnico, isso tudo afetou, e requer tempo para que o time se estabilize para termos regularidade e o trabalho possa aparecer.” 

O meia aposta no time que fez uma das melhores campanhas da segunda metade do Nacional para lutar pelas primeiras posições no ano que vem. “Seria importante a manutenção das peças-chave para que consigamos dar continuidade ao trabalho em campo, já que fizemos um bom segundo turno e que pode ser repetido em 2018 se a base for mantida.”

A má fase fez a pressão e as cobranças crescerem de todos os lados sobre o diretoria tricolor. Ainda mais porque no Morumbi, ronda um temor de que 2017 possa ser tão dramático quanto 2018. Para tentar evitar isso, nos bastidores, enquanto parte da torcida optou pela aproximação e pelo diálogo com a política do clube,conselheiros exigem que a gestão de Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, se comprometa a cumprir o orçamento da próxima temporada, continue diminuindo dívidas, mas não prejudique a competitividade dentro de equipe, com a venda de peças importantes no meio da temporada.

Os esforços para evitar esse tipo de situação em 2018 estão acontecendo. O São Paulo negocia para manter Jucilei, sua principal meta neste fim de ano. O volante, peça-chave no esquema de Dorival Junior, está emprestado pelo Shandong Luneng, da China, até dezembro. O outro foco do time tricolor é estender o empréstimo do capitão Hernanes, que tem contrato garantido com a equipe até junho do ano que vem. “Gostaria muito (de ficar), mas ainda não sei. Mais importante que isso é projetar o primeiro semestres de 2018 em grande nível para que alcançarmos resultados.”

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