São Paulo, enfim, com a mão na taça

Festa, taça, entrega de faixas, volta olímpica, camisas autografadas para a torcida... Parecia a tarde perfeita para a comemoração do 20º título estadual do São Paulo. Parecia. Só esqueceram de avisar a Ponte Preta, que nada tinha a ver com as comemorações e estava preocupada mesmo em sair do Morumbi, neste sábado, com uma vitória para aliviar a sua crítica situação no Paulistão. E conseguiu: 2 a 1.Apesar da decepção pela derrota - a primeira no Morumbi desde setembro do ano passado -, a torcida são-paulina cantava feliz da vida. Ainda mais feliz por ver Falcão em ação, que substituiu Souza no segundo tempo. "Esse novo posicionamento - como atacante - me deu uma confiança maior. Tenho muito a dar ao São Paulo", comemorava a estrela do futsal.As promoções feitas pela diretoria, porém, não foram suficientes para empolgar o torcedor, que não abarrotou o estádio para participar da comemoração - apenas 21.317 pagantes.A explicação do pouco público, na festa que deveria lotar o Morumbi, talvez esteja no jogo de quarta-feira, contra o Quilmes, pelo returno da primeira fase da Copa Libertadores da América - a competição mais valorizada pelos são-paulinos. A diretoria tanto sabe disso que já preparou uma carga de 72 mil bilhetes, que começou a ser vendida na sexta-feira.Para homenagear os atletas, o São Paulo cumpriu a risca o que havia prometido. Um a um, todos os jogadores da campanha vitoriosa entraram no gramado. Mesmo quem estava suspenso no jogo deste sábado, como Grafite e Edcarlos, se uniformizaram para não ficar de fora da festa.Seis sócios-torcedores também tiveram o privilégio de participar da volta olímpica com todos os jogadores. Rogério Ceni deu início à comemoração ao levantar o troféu, depois da derrota, e a torcida se encarregou de celebrar com os jogadores.Lugano era um dos mais felizes. "Tudo está muito bonito. Hoje, posso dizer que o São Paulo é quase a minha casa. Todo esforço que faço é para essa torcida", garantiu o zagueiro, que ainda não pode ser comparado aos ídolos uruguaios que já vestiram a camisa tricolor. "Acho que não estou nem perto."Fabão exagerou: "O São Paulo é o melhor clube do mundo. Em muitos aspectos, pode ser considerado melhor que Barcelona, Real Madrid, Arsenal e outros. Tenho muito a agradecer. Se hoje sou reconhecido é graças ao São Paulo."O clima de festa, no entanto, pareceu não ter contagiado Leão que não ficou nada satisfeito com o que a equipe havia produzido. "Não pode relaxar, não pode relaxar. Quem se descuida, perde. Ninguém consegue vencer com uma jogada individual. A Ponte jogou a partida inteira com 11 homens lá atrás. Só quem tem talento hoje em dia para decidir um jogo é o Robinho."Leão concluiu afirmando que poupou Danilo, em nome da Copa Libertadores. "Deixamos o Danilo de fora porque ele está com uma pequena fratura no nariz e é bom não arriscar. Temos um compromisso importante pela Libertadores".

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