São Paulo enfrenta o Coritiba sem medo de correr risco

Foram duas rodadas favoráveis e o São Paulo voltou à briga pelo G4. Motivado pela sequência positiva, a equipe vai neste domingo, às 16 horas, ao estádio Couto Pereira, em Curitiba, pela 27.ª rodada do Campeonato Brasileiro, precisando superar dois obstáculos: primeiro, o desespero do Coritiba, que precisa da vitória a todo custo para não correr o risco de terminar a rodada na zona de rebaixamento. Além disso, se quiser continuar sua perseguição ao pelotão de frente, o time tricolor precisa quebrar os dois meses sem vitórias fora do Estado de São Paulo.

FERNANDO FARO, Agência Estado

30 de setembro de 2012 | 09h05

A última vez que conseguiu um triunfo como visitante foi no clássico contra o Corinthians, no dia 26 de agosto. Mas os são-paulinos não sabem o que é vencer um jogo fora desde que bateram o Figueirense por 2 a 0, em 22 de julho, e amargam uma campanha modesta quando deixam o Morumbi. Ao todo são 13 jogos, com três vitórias, dois empates e oito derrotas, aproveitamento modesto de 28% dos pontos. Reverter esse panorama é fundamental para se manter nas primeiras colocações.

Outro ponto que preocupa demais a comissão técnica e os jogadores é o cansaço acumulado pela maratona que envolveu a viagem para Loja, no Equador, para o jogo contra a LDU local, pela Copa Sul-Americana. A delegação gastou mais de 40 horas entre viagens de ônibus e avião e teve pouco tempo para descansar antes da partida.

Como terá a semana livre após o compromisso em Curitiba, Ney Franco descarta mudar muito a equipe e só fará substituições em casos de desgaste físico extremo. "Essa foi uma das piores viagens que fizemos em termos de cansaço. Cansa muito essa coisa de entrar e sair de avião e ônibus. Teremos que ir mais na base da vontade, da raça mesmo. Mas somos todos profissionais, sabemos que não é fácil. Temos que correr atrás", afirmou o zagueiro Rhodolfo.

PROBLEMAS - A maior dúvida aparece no meio de campo. Denilson e Wellington receberam o terceiro cartão amarelo contra o Cruzeiro e são desfalques certos. Por ter características mais defensivas, Paulo Assunção aparece como favorito na disputa com Casemiro.

Outra possibilidade é tirar um dos três atacantes e escalar os dois volantes. Dessa forma, Maicon assume função mais ofensiva na criação. "Tenho que aproveitar essa oportunidade, dar o meu máximo e convencer. Faço parte de um grande grupo e procuro me esforçar ao máximo", ponderou Paulo Assunção. Rafael Toloi, que cumpriu suspensão contra o Cruzeiro, volta ao time. Douglas também está livre após ser inocentado no julgamento do STJD por causa da expulsão contra o Atlético Mineiro.

O cenário atual é totalmente diferente da última visita ao estádio Couto Pereira, em junho, quando a equipe foi derrotada por 2 a 0 e acabou eliminada na semifinal da Copa do Brasil. Naquela ocasião, o time - ainda comandado por Emerson Leão - teve uma fraca exibição e criou poucas oportunidades diante de um rival motivado e empurrado por uma torcida fanática.

Daquela partida, no entanto, a única coisa que ainda persiste é o apoio dos torcedores. Aquele Coritiba agressivo e perigoso, vice-campeão da Copa do Brasil, agora é uma equipe pressionada para não entrar no bloco da degola. Embora alguns enxerguem o fato de jogar contra os últimos colocados, a opinião dos jogadores é diferente e todos esperam uma missão ainda mais complicada. "Acho que é pior ainda porque eles virão com tudo para cima. Estão perto da zona de rebaixamento. Joguei várias vezes lá pelo Atlético Paranaense e sei como é", lembrou Rhodolfo.

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