São Paulo espera guerra em Curitiba

O São Paulo entra em campo às 18h10, contra o Atlético-PR, na Arena da Baixada, em Curitiba, preparado para uma verdadeira guerra. O motivo é um só: os paranaenses querem se vingar da derrota na final da Copa Libertadores, em julho. Mas a maior mágoa é pelo fato de a Arena ter sido vetada para o primeiro jogo da decisão - disputado no Beira-Rio. Até hoje os atleticanos juram que foi o São Paulo o maior responsável pela proibição, imposta pela Confederação Sul-Americana. "O clima vai estar pesado, porque o Atlético vai querer dar a volta por cima", acredita o meia Danilo, que volta ao time depois de ter sido poupado contra o Inter, pela Copa Sul-Americana. Se o clima de rivalidade deixa os são-paulinos em estado de alerta, pelo menos a equipe terá o meia Richarlyson e o técnico Paulo Autuori, que foram absolvidos pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva, nesta sexta-feira, no Rio, pelas expulsões no jogo contra o Goiás. Outro fator preocupa a equipe de Paulo Autuori: nova derrota pode empurrar os paulistas novamente para a zona do rebaixamento - o time, em 18.º lugar, soma 21 pontos, contra 20 do Flamengo, que é o 19.º. "Temos que entrar em campo muito bem, porque o jogo vai ser decisivo", diz Danilo. Paulo Autuori também contará com os zagueiros Alex e Fabão e o atacante Amoroso, poupados contra o Inter. O treinador deve manter quatro homens no meio-campo, mas não descarta jogar com três zagueiros - nesse caso, Alex ficaria com a vaga de Alê. "Assim como na Libertadores, o jogo vai ser muito disputado e difícil", prevê o treinador, otimista com a recuperação do time no Brasileiro, depois da vitória sobre o Fortaleza. "As equipes estão oscilando. Quem ainda não teve problemas, pode ter complicações pela frente." Os são-paulinos sabem que, além do clima de rivalidade, o adversário não é o mesmo que foi batido na final da Libertadores. "Eles melhoraram bastante, conseguiram boa seqüência de vitórias", lembra Alex.

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