São Paulo espera novo divisor de águas ante Atlético-MG

No ano passado, o jogo contra o Atlético Mineiro foi o divisor de águas para o São Paulo no Campeonato Brasileiro. Depois de uma atuação pífia e um empate por 1 a 1, a equipe são-paulina acordou na competição e caminhou para o título. O enredo da partida entre os dois times nesta quinta-feira, a partir das 21 horas, no mesmo Mineirão, é diferente.

GIULIANDER CARPES, Agencia Estado

16 de julho de 2009 | 08h30

Agora, o Atlético começou a 11.ª rodada como líder do Brasileirão e vem embalado. Enquanto isso, o São Paulo não consegue vencer uma partida fora de casa há mais de três meses - a última vitória foi no dia 25 de março contra o Noroeste (2 a 1), ainda pelo Paulistão.

Mas o São Paulo espera que, agora com uma vitória sobre o Atlético, possa ter um novo divisor de águas, conseguindo uma sequência de bons resultados para arrancar rumo ao título. Só assim para evitar um temporada inteira sem conquistas, o que não ocorre desde 2004.

Naquela época, o São Paulo tinha um técnico bicampeão brasileiro (Muricy Ramalho). Agora, o comando está nas mãos de Ricardo Gomes, ainda novo no clube, que busca da formação ideal. De qualquer maneira, ele já decidiu recuperar uma marca do time de 2008: a marcação forte.

Nesta quarta, Ricardo Gomes realizou seu primeiro treino com portões fechados à imprensa desde que chegou ao São Paulo. Repetiu uma estratégia de Muricy. Mas, ao invés de preparar uma surpresa para o Atlético, tentou encontrar uma formação ideal para o seu time.

O principal problema do treinador é acertar o meio-de-campo. Ele não repetiu os mesmos jogadores do setor em nenhum dos três jogos que teve no São Paulo. E novas mudanças devem ocorrer nesta quinta: o volante Hernanes é o mais cotado para sair do time.

"Tenho elenco forte e preciso aproveitar, trocar duas ou três peças para ver", disse Ricardo Gomes, que deve armar o meio-de-campo com os volantes Eduardo Costa e Jean, deixando a armação das jogadas para Jorge Wagner e Marlos. No ataque, Washington segue no banco.

Assim, o esquema tático do São Paulo volta a ser o 4-4-2. Mesmo porque, os zagueiros André Dias e Renato Silva estão suspensos, diminuindo as opções de Ricardo Gomes para adotar o 3-5-2. No jogo desta quinta, a zaga são-paulina será formada por Jean Rolt e Miranda.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.