São Paulo está confuso para reagir

"Em 15 dias, eu farei do São Paulo novamente um time vencedor." A frase foi dita por Juvenal Juvêncio no Aeroporto de Congonhas, quando o São Paulo voltava de Florianópolis, após a derrota por 3 a 1 para o Figueirense. Era 11 de agosto. Há 15 dias. O prazo acabou. Todos sabem que é hora de reagir, mas o grupo de jogadores mostra-se confuso quanto aos métodos a serem utilizados."Nossa margem de erro acabou. Não dá mais", diz Lugano. E isso, segundo ele, faz com que o time sinta dificuldades em jogar. "Na Libertadores, o São Paulo tinha um futebol agressivo e espontâneo. Hoje não jogamos mais assim. Há medo de errar e isso atrapalha muito."O uruguaio, com tristeza, mostra a mudança de rumo após a derrota contra o Atlético-PR. "Antes, a gente se encontrava e dizia que precisava ganhar para começar a reagir e correr atrás da liderança. Agora não tem mais nada disso. Nós temos de pensar jogo a jogo, lutar muito e ir somando pontos. Um empate pode ser bom."Pode-se esperar, então, um São Paulo mais cauteloso, como o técnico Paulo Autuori havia indicado antes do jogo contra o Fluminense, quando falou que a vitória por 1 a 0 seria muito comemorada.Ninguém se entende sobre como deve ser a reação. Júnior chegou a sugerir um banho de arruda para tirar o azar. Autuori confirmou que está cansado de falar na reação que não acontece. Marco Aurélio Cunha, superintendente de futebol, não tem dúvida de que as arbitragens levaram o São Paulo à desagradável posição.A diversidade das tentativas de explicação mostra que não há consenso sobre o melhor meio de reagir. Talvez por isso seja cada vez mais difícil conseguir entrevistar os jogadores diariamente. O capitão Rogério Ceni há pelo menos 15 dias não fala com os jornalistas.Amoroso, após o empate com o Fluminense, na quarta-feira, disse que todos os jogadores, inclusive ele, deveriam dar mais ao time, se esforçar mais para sair do rebaixamento. Algo que dá até calafrios em Christian. "De novo, não. Nem me fala nisso. Caí com o Grêmio, mas era muito diferente. Lá, a gente olhava e não via futuro. Aqui, o grupo de jogadores é bom. Não tem crise, todos estão unidos e eu garanto que não vai ter novo rebaixamento."Todos falam que a reação virá. Cicinho pediu três jogos para isso, mas a verdade é que os primeiros 15 dias após a promessa de Juvenal foram desperdiçados. O clube trouxe Christian e Leandro Bomfim, mas conseguiu apenas uma vitória nos quatro jogos que realizou. Ganhou do Fortaleza (3 a 2), perdeu para o Inter-RS (3 a 1) e para o Atlético-PR (4 a 2), além de empatar com o Fluminense, por 1 a 1. Contra o Paraná, no domingo, nada a não ser a vitória interessa.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.