São Paulo está escalado para a final

Mesmo a vitória por 3 a 0 e o fato de o Liverpool haver chegado à sua 11 partida sem sofrer gols, fez com que Paulo Autuori mudasse o que já havia dito na tarde anterior à partida que definiu o time inglês como adversário do São Paulo na final do Mundial. ?Vamos manter o time que iniciou a partida contra o Al Ittihad.? A partida serviu para que Autuori visse sua tese sobre o Liverpool confirmada. O jogo aéreo é apenas um detalhe. ?Eles têm uma rotatividade muito grande, mantendo a posse de bola. Aliás, isso é comum nos times da Europa, que têm bons campos e podem treinar bastante.? O São Paulo vai enfrentar um time muito ordenado. ?Os jogadores sabem o que fazer. Esperam a hora certa de definir a partida. É um time que entra para não sofrer gols, por isso está há tanto tempo sem sofrer gols. Sabem que uma hora fazem um gol e vencem a partida.? O segundo gol do Liverpool impressionou bastante Autuori. ?É um típico gol de contra-ataque. O meia-esquerda lançou o meia direita, cruzando todo o campo. Muito bonito. O Cissé é um jogador diferente, sempre tenta algo inventivo.? O técnico reconhece que o Liverpool é um time mais forte que o Al Ittihad. Mesmo assim, aposta ele, há algo de bom a se tirar disso. ?Os árabes não tinham nada a perder. O Liverpool vai nos respeitar mais. Somos um adversário forte também. Não haverá mais a tensão de estréia para os dois times. Bem, agora vamos jogar. Fechar espaços, ter atenção e jogar. Vai ser um grande jogo.? O jogo aéreo do Liverpool não apareceu, mas a dificuldade do São Paulo com esse tipo de jogada foi notada no jogo de estréia. É algo com que Autuori se preocupa. ?Aquele jogo mostrou como eu tenho razão de não gostar do 3-5-2. Há muito espaço à esquerda e à direita do volante, no caso o Josué. Foi daí que saíram os cruzamentos. No Brasil, esse espaço é ocupado com certa lentidão, mas equipes européias, ou treinada por europeus como o Al Ittihad chegam mais rápido a esse posicionamento. É algo com que vamos nos preocupar?, sem dúvida.A entrada de Souza, por conta das considerações de Autuori, é a mais provável durante a partida final do Mundial. Com ele, e a saída de Edcarlos, o treinador acredita ganhar mais volume de jogo, criando maior número de jogadas ofensivas. É seu esquema preferido e há grande possibilidade de ser utilizado durante a partida final.

Agencia Estado,

15 de dezembro de 2005 | 15h56

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