São Paulo estreia na Sul-Americana contra time chileno

Flertando com a zona de rebaixamento no Campeonato Brasileiro, o São Paulo tem nesta quinta-feira uma oportunidade de ouro de mostrar que consegue separar o mau momento na disputa nacional de uma competição em que aparece como um dos favoritos ao título. Quando entrar em campo no estádio do Morumbi para enfrentar a Universidad Católica, às 21h50, em sua estreia, já pelas oitavas de final, o time deixa de lado sua má campanha e assume o posto de atual campeão da Copa Sul-Americana - único troféu levantado desde 2008.

FERNANDO FARO, Agência Estado

26 de setembro de 2013 | 08h33

São vários os motivos para o clube apostar as suas fichas na competição. Em primeiro lugar está a possibilidade de encerrar a temporada com um título mesmo após uma série de graves crises que abalaram o time. Mas o fato mais sedutor está na vaga na Copa Libertadores do ano que vem destinada ao campeão. Encerrar um ano tão ruim garantindo presença na competição preferida dos torcedores seria um prêmio impensável para uma equipe que tanto oscilou.

O sonho da comissão técnica e da diretoria é repetir o ano passado, quando o time conseguiu a melhor campanha no segundo turno do Brasileirão e ainda conquistou a Sul-Americana. Especialmente pelo fato de não ter contado com um elenco tão numeroso como o de hoje em 2012 - o meia Cícero, hoje no Santos, chegou a jogar improvisado como centroavante - os dirigentes acreditam ser possível levar dois campeonatos simultaneamente em bom nível.

Tais motivos rapidamente puseram fim à dúvida sobre a possibilidade de escalar uma equipe mista para dar mais atenção à fuga do rebaixamento. Coube ao técnico Muricy Ramalho descartar a possibilidade desde o princípio. "Nosso planejamento é entrar forte na competição, por isso vamos colocar em campo o que temos de melhor".

Mas neste caso, "o que tem de melhor" não indica necessariamente força máxima. Preocupado com o desgaste de alguns jogadores, o treinador promoveu mudanças para não sobrecarregar o grupo e prejudicar o time. Desta forma, Rodrigo Caio e Jadson deixam a equipe para a entrada de Wellington e Douglas, respectivamente. Outra novidade é o retorno de Maicon, que não enfrentou o Goiás pelo Brasileirão para cumprir suspensão. A formação também será alterada; sai o 4-2-3-1 dos últimos jogos para dar lugar aos três zagueiros: Paulo Miranda, Rafael Toloi e Antonio Carlos formam o setor.

Os jogadores abraçaram o discurso do treinador e também acreditam que o bicampeonato pode apagar o fraco desempenho da temporada, mas alertam para as consequências que uma eventual eliminação precoce pode provocar. "Se formos eliminados será uma pressão muito grande", admitiu Reinaldo.

A maior preocupação é separar as realidades nas competições, o que não será um problema de acordo com o lateral-esquerdo. "Nossa mentalidade é pensar jogo a jogo, precisamos esquecer o Grêmio (rival no domingo pelo Brasileirão) por enquanto".

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