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São Paulo estuda como contratar Pato pagando 1/3 do que ele ganhava na China

Presidente do clube é o principal investidor da volta do atacante, que atuou em 2014 e 2015

Gonçalo Junior, O Estado de S.Paulo

19 de março de 2019 | 04h30

A contratação do atacante Alexandre Pato, que antes era considerada "inviável" pela diretoria do São Paulo, passou a ser analisada de forma mais positiva nesta segunda-feira. A diretoria foi informada que o atacante aceita receber um salário mais baixo e próximo da realidade financeira do País.

O aceno do atacante foi fundamental para a mudança de planos. O jogador rescindiu o contrato com o Tianjin Tianhai, da China, na última semana e sua vinda não envolverá gastos com transferência. Já com redução, os vencimentos do atacante de 29 anos giram em torno de R$ 1 milhão, ou um terço do que ele recebia na China. 

A questão da diretoria agora é como viabilizar a negociação. O clube vive um momento de redução de gastos e, por isso, emprestou Diego Souza (sem custos) para o Botafogo. A eliminação na fase preliminar da Libertadores fez com que o clube deixasse de arrecadar até R$ 30 milhões. Além disso, outros clubes estão interessados, como o Santos, por exemplo.

O principal incentivador da volta de Pato é o presidente Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco. Ele e Pato trabalharam juntos entre 2014 e 2015, na primeira passagem do atacante. Leco era vice-presidente e depois mandatário interino. Leco gosta do gosta do perfil do jogador e acredita que ele possa ajudar a resgatar a imagem do clube, arranhada por causa das campanhas ruins nos últimos anos.

Dentro de campo, Pato não é o jogador ideal na visão de Cuca, que deverá assumir o clube a partir de 15 de abril. Mas o treinador não é totalmente contrário a sua chegada. Pediu que a diretoria evitasse grandes sacrifícios por causa de um jogador. Cuca quer prioritariamente um lateral-direito e um volante que saiba chegar à área adversária.

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