São Paulo estuda para ir ao Piauí

Nelsinho Baptista estuda, e estuda muito. Na semana passada, mandou a Teresina seu auxiliar Milton Cruz. A missão era simples: gravar e anotar as principais jogadas do Flamengo, do Piauí, adversário dos paulistas na segunda rodada da Copa do Brasil. O procedimento é normal, mas depois da derrota para o Treze, de Campina Grande, na estréia da competição, ganhou importância maior. O jogo acontece nesta quarta-feira, às 21h45, na capital piauiense. O susto levado e o exemplo do Palmeiras, desclassificado pelo ASA, de Arapiraca, mostraram que enfrentar adversários inferiores tecnicamente, porém desconhecidos, pode, muitas vezes, provocar surpresas desagradáveis. ?É claro que não é a mesma coisa que jogar contra o Corinthians, Palmeiras e Vasco, clubes que a gente tem contato freqüente?, disse Nelsinho. ?Mas uma fita de vídeo com o posicionamento do time, a movimentação de alguns jogadores e as jogadas de bola paradas já é suficiente.? Muitas vezes, é o próprio técnico quem se encarrega de editar o material antes de exibi-lo aos jogadores. Depois de pronto, o vídeo tem uma duração de 25 a 30 minutos. ?Gravamos sempre o último jogo dentro da competição que estamos disputando?, explicou. Após analisar as informações disponíveis sobre o adversário desta noite, o treinador são-paulino não teve dúvida: quer evitar o jogo de volta. Para isso, sua equipe precisa vencer por, no mínimo, dois gols de diferença. ?Percebemos que se trata de um time muito parecido com o Treze.? Mas e o que isso significa? ?Significa que somos superiores tecnicamente e se jogarmos com o mesmo ritmo, podemos garantir nossa classificação logo nessa partida.? Entre os jogadores, o fato de enfrentar um time desconhecido não é encarado como problema. ?A gente sempre recebe as informações necessárias para a marcação e saída de bola. Isso ajuda muito?, disse o zagueiro Jean. ?Mesmo sem conhecer direito o adversário, o negócio é meter o pau, porque temos tudo para voltarmos classificados.?

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