São Paulo evita torcida antes da final da Libertadores

O clima de mistério no São Paulo continuou na chegada da equipe a Porto Alegre. Cumprindo o esquema de blindagem do elenco, elaborado pela diretoria, os jogadores evitaram o contato com imprensa e os torcedores gaúchos e não passou pelo saguão do Aeroporto Salgado Filho: um ônibus esperava os jogadores na porta do avião, ainda na pista, e saiu por um acesso lateral do local, direto para a concentração, no Hotel Vila Ventura, em Viamão.O centroavante Ricardo Oliveira não veio com o grupo. Ficou na capital paulista, a espera de uma solução definitiva do impasse com o Betis, da Espanha, sobre a sua escalação no jogo final da Libertadores, contra o Internacional. ?Se houver alguma novidade, ele viajará a Porto Alegre, a viagem é curta e temos tempo de viabilizar tudo?, disse João Paulo de Jesus Lopes, diretor de Futebol.O avião fretado pelo clube - da companhia aérea Ocean Air - saiu de São Paulo por volta das 17 horas e chegou à capital gaúcha uma hora e dez minutos depois. A viagem até Porto Alegre foi tranqüila - ambiente que a diretoria pretende manter entre os jogadores, tanto que escolheu um lugar isolado para a concentração da equipe.O Vila Ventura é um hotel-fazenda, localizado a 30 quilômetros do centro de Porto Alegre, o que diminui a chance de os são-paulinos serem incomodados pelos torcedores gaúchos. ?Dificilmente seremos incomodados?, acredita João Paulo de Jesus Lopes. ?Só se alguém soltar um míssil por aqui?, brincou.A preocupação da diretoria foi a de evitar que se repetissem os tumultos provocados pelos fãs locais, que soltaram rojões perto da concentração do Libertad, do Paraguai, antes do confronto contra o Internacional, na semifinal da Libertadores.

Agencia Estado,

15 de agosto de 2006 | 19h58

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