São Paulo faz reunião longa para evitar aumento da crise

Líder do Brasileirão atravessa mau momento após 3 derrotas consecutivas, 2 no Nacional e 1 na Sul-Americana

Giuliano Villa Nova, Estadão

11 de outubro de 2007 | 21h12

Nunca é sinal de normalidade quando os jogadores e a comissão técnica fazem uma reunião de uma hora. A conversa - a mais longa deste ano - no CT do São Paulo, nesta quinta-feira, deixa claro que o líder do Campeonato Brasileiro atravessa momento conturbado, após três derrotas consecutivas, todas por 1 a 0, para Flamengo e Corinthians, no Campeonato Brasileiro, e para o Millonarios, da Colômbia, pela Copa Sul-Americana. E, embora alguns atletas afirmem que o diálogo com o técnico Muricy Ramalho tenha sido "de rotina", o teor da conversa serviu para ligar o sinal de alerta do elenco, que lidera o Nacional desde a 17.ª rodada. "Parece que a vantagem que conquistamos sobre o Cruzeiro nos fez perder a concentração nesses jogos", observou o volante Hernanes. "Os gols que sofremos surgiram por falhas nossas." A seqüência negativa - que não ocorria desde junho de 2004 - também coloca em xeque o setor ofensivo, pois o time deixou de balançar as redes nos últimos três jogos, além de perder inúmeras oportunidades. Para piorar, o poder de fogo da equipe diminuiu, em razão das contusões de Borges (só volta a atuar em três semanas) e Dagoberto (ainda é dúvida para enfrentar o Fluminense). O técnico Muricy Ramalho aponta o desgaste físico como a principal causa da queda de rendimento - especialmente no segundo tempo, quando a equipe costumava aumentar o ritmo e fazer os gols. Porém, contra o Millonarios, o treinador decidiu preservar apenas dois titulares - Jorge Wagner e Aloísio, que entraram na etapa final - e escalou outros, como Souza, que ainda sentia dores no tornozelo direito. "Acho que preciso dar uma parada", avaliou o jogador, após o confronto. Muricy procura manter a tranqüilidade e poupa os jogadores de críticas - pelo menos em público. "Em nenhuma dessas partidas o adversário foi melhor do que o São Paulo", defende o treinador, que, no entanto, não esconde o desconforto pela má fase. "Nunca é bom perder. Temos de ganhar do Fluminense e decidir contra o Cruzeiro", diz. O grupo reduzido também tem atrapalhado o trabalho da comissão técnica. Apenas 18 jogadores estavam disponíveis para enfrentar o Millonarios. E diante do Fluminense, sábado, no Maracanã, o goleiro Bosco e o atacante Hugo - suspenso por quatro meses - não atuam, assim como o volante Richarlyson, que recebeu o terceiro cartão amarelo, e o zagueiro Alex Silva, na seleção brasileira. Também há o temor de ficar sem o capitão Rogério Ceni, que se sofreu lesão muscular contra o Corinthians e depende de avaliação médica para jogar no Rio. Se Rogério não atuar, o garoto Fabiano, de 19 anos, terá de assumir a posição. Com tantos problemas, a comissão técnica se previne, caso novo revés ocorra. E garante espantar a crise com a matemática. "Não será um desastre perder para o Fluminense. Nossas contas ainda serão favoráveis", diz Muricy Ramalho.

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