Tomas Bravo/Reuters
Tomas Bravo/Reuters

São Paulo fica no empate com o Monterrey pela Libertadores

Apesar do 0 a 0 no México, equipe brasileira dá passo importante rumo às oitavas de final da competição

André Avelar, estadão.com.br

31 de março de 2010 | 23h46

O São Paulo ainda não afastou a ameaça de crise que ronda o clube. Depois de duas derrotas consecutivas no Campeonato Paulista (Bragantino e Corinthians), o time foi ao México e ficou apenas no empate sem gols com o Monterrey pela Copa Libertadores. Com o um ponto na bagagem, a posição no Grupo 2 ainda é confortável.

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Com os 10 somados, a equipe joga a classificação às oitavas de final no Morumbi, em 21 de abril, contra o Once Caldas. Os colombianos, com 8 pontos, enfrentam nesta quinta o modesto Nacional (PAR).

 

Contra os brasileiros, um Monterrey perigoso, embalado pela torcida local, e que tentava sua última cartada na competição. Qualquer resultado que não fosse a vitória, acabava com as pretensões da equipe na competição. Os mexicanos ainda fizeram pressão nos minutos finais, acertando a trave.

 

Ao menos na escalação, o técnico Ricardo Gomes armou uma equipe ofensiva. Sacou Jean e Léo Lima para colocar Cicinho, que chegou a reclamar da reserva no fim de semana, e Jorge Wagner. Correu alguns sustos ainda no primeiro tempo, mas claramente ganhou em mobilidade no meio-campo.

 

Mais do que os jogadores, a atitude mudou. De um time por vezes apático, sem vibração, no clássico contra o Corinthians a um São Paulo com toque que até envolveu o adversário. Washington, duas vezes, e Hernanes criavam as chances de gol.

 

VIROU A CHAVE

Mas o time caiu de produção e viu os mexicanos chegarem no contra-ataque. Com espaços, eles armavam uma verdadeira correria contra a defesa de Rogério Ceni. O goleiro salvou pelo menos duas bolas ainda no primeiro tempo.

 

"Nós não deixamos que eles pressionassem tanto. O São Paulo está com uma postura boa. Se melhorar um pouco mais, dá para sair com a vitória", analisou Washington, que tentava sua redenção depois da expulsão contra o Corinthians.

 

Diante da lentidão que a equipe passou a apresentar, Ricardo Gomes apostou em Fernandinho. O rápido atacante entrou no lugar de Dagoberto, que pareceu nem ter ido ao México. Não mudou muito. O time parecia se conformar com o empate. Foi o que aconteceu, ainda mais com a entrada do zagueiro Xandão no lugar do meio-campo Hernanes.

 

 Monterrey (MEX) 0
Jonathan Orozco; William Paredes, José Basanta, Davino; Perez (Medina), Héctor Morales, Walter Ayovi    , Osvaldo Martínez, Néri Cardozo; Sérgio Santana (Arellano) e Val Baiano (Carreño)
Técnico: Víctor Vucetich
 São Paulo 0
Rogério Ceni; Cicinho (Jean), Alex Silva, Miranda    , Júnior César    ; Rodrigo Souto, Cléber Santana, Jorge Wagner, Hernanes (Xandão); Dagoberto (Fernandinho) e Washington
Técnico: Ricardo Gomes
Árbitro: Saul Laverni (ARG)

Estádio: Tecnologico de Monterrey, (MEX)

Por ter diminuído tanto o ritmo, ainda passou sufoco aos 47 minutos do segundo tempo. Rogério Ceni, que tirou bola até com o pé, e a trave salvaram a equipe.

"Suportamos bem a pressão. Eles arriscaram o tudo ou nada, mas o mais importante foi a boa atuação do setor defensivo e do Rogério, que fez milagre nesse minuto final", confessou Alex Silva.

Depois da Libertadores, o São Paulo agora concentra suas forças no Campeonato Paulista. Em busca da classificação às semifinais, o time recebe o Botafogo-SP, às 16 horas, no Morumbi. Encara o Santo André, fora de casa, na última rodada.

 

NOTAS

+++ Pela Copa Libertadores, o São Paulo perdeu três e ganhou apenas um jogo no México (1 a 0 em 2006, contra o Chivas) +++ Na era Ricardo Gomes, o time ainda não sofreu três derrotas consecutivas +++ Cicinho deixou o campo com dores na virilha direita +++ O presidente da CBF Ricardo Teixeira disse nesta quarta que o novo projeto do Morumbi também não atende as exigências da Fifa para a abertura da Copa 2014.

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