São Paulo fica sem seu herói na final

Rogério Ceni fechou o gol na noite de quarta-feira, defendeu três cobranças de pênalti do Fluminense e garantiu a classificação do São Paulo à final do Rio-São Paulo. A comemoração, após a partida, foi no Porcão, tradicional churrascaria do Rio. Conseguiu pegar no sono apenas às 4 horas da madrugada, tanta era a emoção. Ainda no campo, assim que pegou o último pênalti, cobrado por Jorginho, correu para abraçar Roger, seu reserva, gritando. "Agora está nas suas mãos." O herói da torcida são-paulina, que prometia invadir o CT da Barra Funda em caso de eliminação, não disputará as finais do torneio regional.Rogério foi convocado por Emerson Leão para disputar dois amistosos pela seleção brasileira, um contra os Estados Unidos, em Los Angeles, e outro diante do México, em Guadalajara. O goleiro viajará na quarta-feira, dia do primeiro jogo da final do Rio-São Paulo, e retornará apenas no dia 9. Por isso, não poderá enfrentar o Botafogo. A bomba acabou caindo nas mãos de Roger, que tem consciência de que substituirá o grande ídolo do clube. "É um desafio para o Roger, assim como foi para mim quando entrei no lugar do Zetti, que era titular há vários anos", comparou Rogério.Roger, que deixou o São Paulo em 1999, quando foi afastado pelo então técnico Paulo César Carpegiani por posar nu para uma revista gay, atuou apenas uma vez nesta temporada, contra o Rio Branco, pelo Paulista. O Tricolor acabou sendo derrotado por 2 a 1, mas o goleiro não teve nenhuma culpa nos gols. Desta vez, entrará numa decisão. Seria um presente de grego? "A responsabilidade é grande, mas acho que não preciso provar mais nada a ninguém", avisou ele. Roger viveu um momento parecido na carreira em 97. Na ocasião, teve de defender o São Paulo na final da Supercopa, contra o River Plate, em Buenos Aires. Rogério estava a seleção. Ele jogou bem, mas não conseguiu evitar a derrota por 2 a 1.Rogério Ceni diz que, nos próximos 15 dias, fará o papel de torcedor. Para ele, o título será importante para que o São Paulo ganhe confiança e se aproxime da Libertadores, seu grande objetivo. "Ainda vou ser campeão da Libertadores um dia." O goleiro, que vive a melhor fase da carreira, é diferente da maioria dos companheiros de clube. Na concentração para o jogo com o Fluminense, por exemplo, seu passatempo foi a leitura de uma biografia de Michael Jordan, um dos maiores jogadores de basquete de todos os tempos. "Dá motivação ler um livro sobre o Jordan, ele era um jogador fantástico", explicou Rogério.Paulista - Sábado, contra a Matonense, o técnico Oswaldo Alvarez não poderá contar com Rogério Ceni e Gustavo Nery, suspensos, e Reginaldo, machucado. Os substitutos deverão ser Roger, Alemão e Jean. Embora não confirme oficialmente, a diretoria são-paulina tenta a contratação do meia Ramón, do Atlético-MG.

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