São Paulo inicia reta final pela taça

O São Paulo inicia às 21h45 desta quarta-feira, em Campinas, contra o Guarani, sua participação no terço final do Campeonato Paulista. São os últimos seis jogos. Precisa de três vitórias e um empate para ficar com o título, que não tem desde 2000.E a ordem é entrar em campo com a mesma disposição e espírito coletivo dos 13 primeiros jogos. Não interessa se o Guarani é apenas o 12.º colocado, com apenas quatro vitórias conquistadas."O jogo vai ser tão ou mais difícil do que estava contra o Marília até fazermos o segundo gol. Eles estão lutando muito para não ter problemas com o rebaixamento, e nós vamos lutar ainda mais porque queremos esse título", disse o técnico Emerson Leão.O respeito não é apenas retórica. O treinador utiliza até a manjada arma de manter uma dúvida até o final da partida. Não diz se jogará com três ou dois zagueiros. No primeiro caso, entraria Alex, sacrificando-se Marco Antônio. No segundo caso, fica mantida a equipe que venceu o Marília por 6 a 0, no sábado.Seja como for, o volante Renan está escalado, com a missão de ficar mais recuado, caso o time tenha apenas dois zagueiros, ou saindo um pouco mais, se Alex jogar.Explica o técnico são-paulino: "O que a gente tem de diferente é a vontade muito grande de marcar. Quando o adversário está com a bola, a gente dá o bote em dois ou três. Tem de roubar e ir para o ataque."Disposição supera técnica e tática nesse São Paulo de Leão. Ele prefere coletivos a treinos táticos. E não gosta muito de falar em esquemas. "Acredito na repetição de jogadas. A ordem é chutar sempre, arriscar sempre. Se nosso jogador de defesa passar do meio de campo, tem de virar atacante. Se o nosso atacante recuar, tem de ser defesa. Todo mundo colabora e a coisa anda", explicou o treinador.Se as explicações de Leão aos jornalistas são simples, passam a ser simplórias quando fala com os jogadores. "Ele falou que a gente tem de ralar a bunda no chão para ganhar do Guarani. Não tem outro jeito de ser campeão", disse Grafite, um dos jogadores preferidos do técnico - "Esse nunca me deixa não mão", repete constantemente.Os jogadores fizeram uma espécie de pacto. Garantem que o time não deixará o título escapar, como aconteceu algumas vezes na história recente do clube. "Não vamos fazer como o Atlético, que deixou o Santos reagir nas últimas rodadas do Brasileiro. Estamos mentalizados para isso", disse Diego Tardelli, autor de dez gols no Campeonato Paulista.

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