São Paulo joga de olho no Palmeiras

O São Paulo teve uma semana para se preparar para enfrentar o fraco Bangu neste domingo, às 16h, no Morumbi. Não precisava tanto. O retrospecto do time no Torneio Rio-São Paulo e na Copa do Brasil faz o torcedor esperar uma goleada. Nos últimos seis jogos (quatro pelo torneio regional e dois pelo nacional), marcou 25 gols e sofreu cinco. A folga que os comandados do técnico Nelsinho Baptista tiveram é resultado da eficiência mostrada em campo. Por ter goleado o Flamengo do Piauí na primeira partida da segunda fase da Copa do Brasil, o São Paulo eliminou o segundo jogo e pôde se preparar tranqüilamente para o confronto com o Bangu. O objetivo é claro: atropelar o adversário e torcer para que o Palmeiras perca da Portuguesa em São José do Rio Preto. Se tudo isso acontecer, o São Paulo, que tem 20 pontos, tirará do Palmeiras, que tem 22, a liderança do Rio-São Paulo. O São Paulo marcou 30 gols e sofreu 17 no torneio. O Bangu, na 13ª colocação, sofreu os mesmos 17 mas marcou apenas 11. O atacante França, com amigdalite, não treinou hoje, mas deve jogar. Assim, o time será o mesmo que derrotou a Portuguesa, domingo passado. O discurso de respeito ao adversário está na boca de todos os jogadores. "Não sei muita coisa sobre o Bangu. Só assisti a uma partida deles no Rio-São Paulo. Foi contra o Palmeiras e eles perderam por 3 a 1. Sei que eles têm um ataque rápido. Mas o Nelsinho ainda vai passar uma fita com alguns jogos. Vamos estudar a equipe deles a fundo", diz o zagueiro Émerson, fazendo um enorme esforço para mostrar preocupação. O meia Souza também faz o que pode para não demonstrar que não dá a mínima importância para o time carioca. "A torcida são-paulina tem todo o direito de ficar entusiasmada. Afinal, conseguimos golear nossos últimos adversários. Mas os jogadores do São Paulo têm de manter a humildade. Nada como entrar em campo com disposição. O importante é vencer. Goleada é uma circunstância." O lateral-direito Gabriel também faz força para não demonstrar menosprezo. Bem orientado pelo técnico Nelsinho e por Wladimir, seu pai e procurador, o jogador prega humildade. "Se entrarmos com seriedade e respeito ao adversário, sairemos de campo com um bom resultado," garante. - Elenco e treinador não admitem, mas a partida com o Bangu será um mero treino. O que vale é se preparar para o clássico com o Palmeiras, quarta-feira, no Morumbi. Este jogo já dá o que falar. O técnico Vanderlei Luxemburgo e os jogadores do Palmeiras não se cansam de afirmar que o São Paulo foi favorecido pela tabela e não merece ser tão badalado. Nelsinho e os jogadores não quiseram saber de retaliação. A resposta veio pelo presidente do clube, Paulo Amaral. "O Luxemburgo está com ciúmes." Nelsinho e Luxemburgo travam uma disputa para ver quem é melhor desde 1990, quando decidiram o Campeonato Paulista. O primeiro treinava o Novorizontino e o segundo, o Bragantino, que conquistou o título. De lá para cá, os dois viraram ?inimigos cordiais?. Embora sempre faça questão de dizer que zela pela ética, foi Luxemburgo quem iniciou a polêmica. Nelsinho preferiu o silêncio. E orientou seus jogadores para não responder às provocações palmeirenses. A ordem é dar a resposta no campo. E nada como golear também o frágil Bangu para manter o embalo.

Agencia Estado,

16 Março 2002 | 15h25

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