São Paulo joga por sonho de ir à final da Copa do Brasil

Doze anos após perder de virada para o Cruzeiro, nos minutos finais, em uma das derrotas mais trágicas para sua torcida, o São Paulo tem a chance de voltar a uma decisão de Copa do Brasil. Para ficar mais próximo do desejado título da competição, que garante o retorno à Copa Libertadores do ano que vem, a equipe precisa superar o Coritiba, nesta quarta-feira, às 21h50, no estádio Couto Pereira, em Curitiba.

FERNANDO FARO, Agência Estado

20 de junho de 2012 | 08h34

A julgar pelo que o adversário mostrou na partida de ida, o time tricolor precisará apresentar um futebol muito melhor do que o dos últimos tempos. Mesmo vencendo por 1 a 0 (resultado que dá a possibilidade de jogar por qualquer empate ou derrota por um gol de diferença, desde que marque ao menos uma vez), a equipe foi dominada a maior parte do tempo e se salvou graças à habilidade de Lucas.

Os próprios jogadores admitem que será preciso algo a mais para assegurar a vaga e definiram o objetivo de marcar ao menos uma vez para complicar a vida do rival. "Copa do Brasil é complicado, mas vencemos em casa sem sofrer gols e isso é muito importante. Já joguei diversas vezes no Couto Pereira e é difícil porque a torcida empurra demais. Precisamos ter calma e saber jogar com o resultado", analisou o zagueiro Rhodolfo.

A tendência é que o técnico Emerson Leão repita a mesma formação utilizada na semana passada, com a entrada de Edson Silva no lugar do suspenso Paulo Miranda. Outra possibilidade é repetir o 3-5-2 da partida de volta das quartas de final contra o Goiás e adotar uma postura mais defensiva. Neste caso, Bruno Uvini pode ganhar uma chance e Casemiro seria o mais cotado para deixar o time.

O que o treinador prega, no entanto, é que não vai esperar o rival em seu campo de defesa. "Quando jogamos aqui, foi dito que o importante era marcar ao menos um gol e não tomar. Foi o que fizemos. Lá, nós iremos jogar pela vitória, mas é claro que se não der, aí vamos pensar em outras alternativas", disse Leão.

Mesmo prestes a recolocar o time em uma final após seis anos - a última vez foi na Libertadores de 2006, contra o Internacional - o treinador não consegue se livrar da marcação cerrada da diretoria, que enxerga o título como obrigação. Leão foi mais uma vez "garantido" por Juvenal Juvêncio mesmo em caso de eliminação, mas sabe que dificilmente terá vida longa no Morumbi se voltar de Curitiba sem a vaga.

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