Erico Leonan/Divulgação
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São Paulo joga sob pressão em Fortaleza pela Copa do Brasil

Time precisa vencer o Ceará por dois gols

Gonçalo Junior, O Estado de S.Paulo

26 Agosto 2015 | 07h00

O São Paulo tem vários problemas para resolver no jogo de hoje contra o Ceará pela Copa do Brasil. O mais urgente é vencer por dois gols, reverter o placar vexatório de 2 a 1 na ida e avançar às quartas de final. Com uma campanha irregular no Campeonato Brasileiro, o ano pode ficar comprometido com uma queda na Copa do Brasil. O time vem de três derrotas seguidas (Ceará, Goiás e Flamengo, as duas últimas pelo Brasileirão). “Vencer o Ceará pode dar um novo ânimo nas duas competições”, diz Hudson. 

Outra encrenca é garantir a permanência do técnico Juan Carlos Osorio, que está na corda bamba por causa dos altos e baixos da equipe que tem 12 pontos de desvantagem para o líder do Brasileirão, o Corinthians, e de uma sondagem que recebeu para dirigir a seleção mexicana. Ontem a diretoria afirmou que ele continua independentemente de um fracasso na disputa por uma vaga nas quartas de final. 

“Ele continuará conosco independentemente dos resultados nas partidas contra Ceará e Ponte Preta (sábado, pelo Campeonato Brasileiro). Espero a classificação, se a vaga não vier será um desastre. Mas não vamos abandonar tudo o que está sendo feito”, afirmou o vice-presidente de futebol Ataíde Gil Guerreiro. 

A diretoria afirma que Osorio pretende continuar mesmo se chegar uma proposta oficial da seleção mexicana. A principal queixa do colombiano – e que tem relação direta com a partida de hoje – é a saída de jogadores. Desde que Osorio foi contratado, em junho, o São Paulo perdeu oito jogadores – três deles eram titulares: Souza, Denilson e Toloi. 

Por isso, os principais argumentos da diretoria para garantir que Osorio fique foram prometer a reposição de peças e a formação de um time forte em 2016. “Ele não é culpado pela situação. Fomos obrigados a reduzir o elenco”, diz Guerreiro. 

Osorio vai continuar fiel ao rodízio de jogadores. Rodrigo Caio deve jogar como zagueiro, reflexo direto da saída de Toloi. Michel Bastos deve ser lateral e Carlinhos poderá jogar mais adiantado, quase como ponta – o treinador gostou do seu desempenho nessa função no último jogo. 

No ataque, os desfalques de Luis Fabiano e Centurión devem motivar a escalação de Pato como centroavante e Wilder Guisao como opção de velocidade pelos lados do campo. Ganso volta após cumprir suspensão para ser o cérebro da equipe. 

A alteração mais importante é a volta do goleiro Rogério Ceni. Recuperado de uma lesão no músculo adutor da coxa direita, ele está praticamente confirmado. Sua presença é fundamental na visão da comissão técnica por causa de sua liderança. Ceni desfalcou o time nas três derrotas consecutivas. Foi substituído por Renan Ribeiro, que teve atuação regular. 

No Ceará, o técnico Marcelo Cabo escalou apenas um titular: o goleiro Luís Carlos, que jogou no Morumbi. A prioridade da equipe é escapar da zona de rebaixamento da Série B. Depois de duas vitórias seguidas, o time cearense é vice-lanterna. Mais de 12 mil ingressos foram vendidos para o jogo no Castelão. 

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