Nilton Fukuda/AE
Nilton Fukuda/AE

São Paulo lamenta empate, mas mostra confiança no título

'O Palmeiras vai tropeçar', disse o volante Richarlyson, depois do 0 a 0 no Morumbi, pelo Campeonato Brasileiro

Marcius Azevedo - Jornal da Tarde,

31 de agosto de 2009 | 09h03

O São Paulo não conseguiu o que queria no clássico, mas o discurso dos jogadores se mantém otimista: a missão ainda é tirar os quatro pontos de diferença para o Palmeiras na briga pelo tetracampeonato nacional.

 

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"O Palmeiras vai tropeçar. A fala no vestiário foi essa", revelou o volante Richarlyson. "Não conseguimos encostar, mas temos condições de buscar. O campeonato está aberto."

 

O meia Jorge Wagner, que recebeu o terceiro cartão amarelo e não enfrentará o Cruzeiro, concorda com o companheiro. "Criou-se muita expectativa sobre o clássico. É ruim empatar em casa. Queríamos vencer e encostar no Palmeiras. Deixamos escapar uma boa oportunidade, mas não tem nada definido."

 

O goleiro Rogério Ceni também aderiu ao discurso positivo. "Temos 16 rodadas pela frente. Muita coisa vai acontecer. A vantagem deles é que na próxima rodada eles jogam em casa com o Barueri e enfrentamos o Cruzeiro fora. Por isso, era importante baixar para um ponto porque teremos um jogo teoricamente mais difícil", afirmou o capitão.

 

Rogério fez uma análise rápida da tabela para mostrar que São Paulo e Palmeiras terão um caminho parecido até o final do Campeonato Brasileiro.

 

"São pelo menos 12 jogos iguais, só que em momentos diferentes. Temos o Inter em casa e o Palmeiras também. Tem ainda o Atlético Mineiro em casa, o Barueri em casa e o Cruzeiro fora. Vai depender muito do momento em que vamos encontrar esses adversários."

 

Em relação ao clássico, Rogério viu uma superioridade das defesas sobre os ataques. "Os times estavam muito bem postados. Esperamos uma oportunidade, mas, infelizmente, ela não surgiu. Tivemos mais chances, mas não concluímos."

 

FALTA DE OUSADIA

Para Richarlyson, o São Paulo aceitou o jogo proposto pelo Palmeiras. "A gente sabia que o Muricy vinha aqui para não perder. Ele armou um bloqueio e depois, com três zagueiros, se fechou mais ainda. No intervalo, colocou um volante no lugar de um atacante, para jogar no contra-ataque e na bola parada. O problema é que nós aceitamos isso facilmente."

 

E completou: "Faltou um pouco de ousadia, a gente querer mais. Talvez o time tenha ficado com medo de perder e, por isso, não atacou tanto."

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