José Patrício/AE
José Patrício/AE

São Paulo luta contra o jejum em clássicos para avançar à final

'Espero não ter jogadores expulsos para que isso aconteça', disse o técnico Ricardo Gomes, que reclamou da arbitragem

estadão.com.br,

12 de abril de 2010 | 10h59

Um time de chegada, mas que não vence clássicos. Esse é o retrato do São Paulo no Campeonato Paulista. O novo revés para o Santos nesse domingo foi o quarto no ano, sem contar a derrota para a Portuguesa. Agora, para avançar à final, a equipe tem que romper a atual escrita e vencer por dois gols de diferença na Vila Belmiro.

 

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Contra o Santos, 2 a 1 na primeira fase (com direito a letra de Robinho) e 3 a 2 na partida de ida da semifinal. O Palmeiras, que até então estava em crise, aplicou logo 2 a 0 no Palestra Itália. Por último, o Corinthians venceu por 4 a 3 com gol nos acréscimos. Para completar, na abertura do torneio, levou 3 a 1 da Portuguesa.

 

O técnico Ricardo Gomes desconversa e aponta erros da arbitragem em momentos decisivos de cada partida. Dagoberto, Xandão, Washington e Marlos receberam o cartão vermelho nos jogos contra Portuguesa, Palmeiras, Corinthians e Santos respectivamente.

 

"Espero não ter jogadores expulsos para que isso aconteça [vencer um clássico", disse Ricardo Gomes. "Quero que alguém me explique a expulsão do Marlos. Será que o Xandão mereceu ser expulso contra o Palmeiras? Sem falar no Washington contra o Corinthians, e por aí vai."

 

O treinador não disse, mas deixou claro que chega a suspeitar que a rusga entre o São Paulo e a Federação Paulista de Futebol (FPF) possa estar influenciando nas arbitragens nos clássicos. Marco Polo del Nero, presidente da entidade, denunciou o clube por tentativa de manipulação de resultado na última rodada do Campeonato Brasileiro de 2008

 

"É muito estranho", observou o treinador. "Todo clássico perdemos um jogador em momento-chave, quando a partida está bem equilibrada. Agora não vi as imagens, mas tenho quase certeza que o Marlos não deu motivo para ser expulso."

 

Hernanes tem uma postura diferente e diz não se importar com esse jejum em clássicos. O camisa 10 do São Paulo quer o time focado para a próxima partida. "Já falei que não incomoda. Temos de cumprir o objetivo, mas foi o último jogo que demos bobeira. Isso não vai acontecer mais", garantiu.

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