Evelson de Freitas/AE
Evelson de Freitas/AE

São Paulo mantém indefinição sobre futuro de Paulo César Carpegiani

Técnico se reapresenta com o restante do elenco na segunda-feira, mas deve ser demitido

AE, Agência Estado

13 de maio de 2011 | 21h22

SÃO PAULO - Pelo menos até segunda ordem, o técnico Paulo César Carpegiani segue como técnico do São Paulo. Não que o treinador tenha a confiança da diretoria para permanecer no cargo, mas o presidente Juvenal Juvêncio quer primeiro encontrar um substituto para só depois oficializar a demissão do gaúcho.

Após uma reunião com o vice-presidente Carlos Augusto de Barros e Silva e com o diretor de futebol João Paulo de Jesus Lopes, Juvenal ligou para Carpegiani e pediu que o treinador se reapresentasse com o restante do elenco na segunda-feira, no CT da Barra Funda. Com isso, o presidente tricolor ganha tempo e espera a decisão dos estaduais.

A atenção especial vai ficar para a final do Campeonato Mineiro, no domingo, em Sete Lagoas. Cuca, pelo Cruzeiro, e Dorival Júnior, do Atlético-MG, são os dois nomes preferidos pela cúpula tricolor. Ambos estão focados na decisão e só devem conversar com o São Paulo depois da final e já sabendo o impacto - negativo ou positivo, dependendo do lado - do resultado do clássico.

Em outubro do ano passado, antes de contratar Carpegiani, Juvenal havia fechado com Cuca, mas o Cruzeiro não aceitou liberá-lo porque estava na briga pelo título do Brasileirão. O presidente tricolor já afirmou mais de uma vez que mantém bom relacionamento com o treinador, que passou pelo São Paulo em 2004. Na ocasião, foi considerado responsável pela eliminação frente ao Once Caldas na Libertadores, mesma situação que vive agora em Minas Gerais.

JUVENAL QUESTIONA CARPEGIANI

Se o Cruzeiro ficar com título - perdeu por 2 a 1 no jogo de ida e agora jogar por uma vitória simples -, crescem as chances de Dorival Júnior, que já esteve no topo da lista de preferidos do São Paulo quando da demissão de Ricardo Gomes. Na ocasião, Juvêncio preferiu apostar em Sérgio Baresi e não teve o retorno esperado.

Ney Franco seria o plano C da diretoria. O problema é que o coordenador das seleções de base do Brasil não pretende deixar a CBF, tendo já recusado um convite do Santos.

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