São Paulo não quer correr riscos amanhã

O São Paulo não quer correr riscos, por menores que sejam, no jogo de amanhã à noite, no Morumbi, contra o Strongest, da Bolívia. A Copa Sul-Americana passou a ter uma importância insuspeita inicialmente e, mesmo podendo perder por dois gols de diferença, o time escalado é o que o São Paulo tem de melhor. Até Rogério Ceni, que se recuperava de uma contratura no músculo da coxa direita - no jogo contra o Atlético-PR ele não conseguia nem bater tiros de meta, está escalado. "Do mesmo jeito que nós ganhamos lá, eles podem ganhar aqui", diz Roberto Rojas, fiel ao seu estilo cauteloso. Ele não terá Luís Fabiano e Kléber, que já se apresentaram à Seleção Brasileria e à sub-20, respectivamente. Isso significa que só há um atacante de ofício para o jogo de amanhã: Diego Tardelli, já que Rico foi afastado do elenco. Será a chance de Souza, que iniciará uma partida pela primeira vez, depois de recuperar-se por cinco meses da operação nos ligamentos cruzados do joelho direito. "Eu estou pronto para o jogo. Não vou sentir nada, nenhum receio. Vou me entregar na partida como em todas as outras", diz Souza. "No treino, eu seguro um pouco, não vou em todas as jogadas, mas no jogo não tem problema. O Rojas pode contar comigo." Para ele, o jogo de amanhã é tão importante como aquele contra o Atlético-PR. "As duas competições são importantes. Essa é uma chance que eu estou recebendo e não vou desperdiçar." A idéia de Rojas é que os meias cheguem bastante ao ataque. Souza, Fábio Simplício e até Gustavo Nery - quando abandonar a zaga - deverão juntar-se a Diego Tardelli, que será o único atacante fixo. "O Souza é o meia que vai ficar mais adiantado, mas eu também vou chegar", diz Fábio Simplício. "Espero que a bola chegue para mim porque estou com muita vontade de jogar e me firmar no time. Tomara que a torcida vá ao estádio. Eu sei que os torcedores gostam de mim e quero aproveitar esse carinho para fazer um bom jogo." Após o gol contra o Atlético-PR, ele correu para a torcida organizada e fez o sinal com os braços cruzados acima da cabeça. A torcida que for ao Morumbi, se acreditar em Rojas, não terá motivo para preocupação. "No papel, pode parecer que temos um time defensivo, por causa dos muitos problemas que tivemos para escalar, mas a verdade é que vamos atacar. Nossa intenção sempre é vencer e vamos fazer isso de novo", diz o treinador.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.