São Paulo não quer falhar novamente contra o Guadalajara

Um time experiente e que pretende ser campeão da Copa Libertadores novamente não pode falhar três vezes contra o mesmo adversário. É com esse pensamento que o São Paulo enfrenta o Chivas nesta quarta-feira, às 22 horas (horário de Brasília), no Estádio Jalisco, em Guadalajara, no primeiro jogo das semifinais da competição continental. A equipe do técnico Muricy Ramalho garante que aprendeu com os erros cometidos diante do mesmo rival, na primeira fase - perdeu os dois jogos por 2 a 1 -, e voltará para o Brasil com um bom resultado, que a deixaria mais perto da final. ?Aqueles confrontos valeram como experiência, já sabemos como cada jogador do Chivas se comporta?, comenta o goleiro Rogério Ceni. ?Agora, temos de provar que somos melhores do que eles para que possamos chegar à decisão.? O tricampeão garante que está mais concentrado para os duelos decisivos do que na primeira fase. ?Não pensamos em revanche, só porque perdemos duas vezes para o Chivas, mas agora estamos com muito mais vontade de vencer?, afirma Lugano. A empolgação dos mexicanos, que eliminaram o favorito Vélez Sarsfield, nas quartas-de-final, também pode favorecer os são-paulinos. ?Por atuar em casa, com o apoio dos seus torcedores, o Chivas vai precisar sair para o jogo e pode se abrir aos contra-ataques?, avalia o atacante Ricardo Oliveira. ?Precisamos ser inteligentes e aproveitar bem as chances de gol?, projeta o jogador, que ainda não marcou na Libertadores. ?O jejum pode acabar agora?. Outro fator decisivo para o time brasileiro é não se limitar a defender o resultado e também buscar o ataque. ?Sofremos muita pressão deles nos jogos da primeira fase?, lembra o volante Josué. ?Desta vez, precisamos ser mais aplicados?, alerta. Viajar para o México é cansativo, só que ontem o elenco demorou 15 horas para chegar a Guadalajara - cinco a mais do que o normal. O avião teve de fazer duas escalas, em Manaus e no Panamá, para reabastecimento. Antes de desembarcar, já em solo mexicano, a delegação aguardou por duas horas dentro da aeronave para que as autoridades locais fiscalizassem os passaportes. ?O ônus de uma competição como a Libertadores são essas viagens cansativas?, lamenta o fisiologista Turíbio Leite de Barros. O elenco volta para o Brasil logo depois do jogo.

Agencia Estado,

26 Julho 2006 | 08h06

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