Cesar Greco/ SE Palmeiras
Cesar Greco/ SE Palmeiras

São Paulo não quer jogar finalíssima do Paulistão com Palmeiras no sábado; Leila Pereira responde

Conselho técnico definirá as datas nesta segunda após divergências entre os mandatários dos rivais

Ricardo Magatti, Estadão Conteúdo

27 de março de 2022 | 20h13
Atualizado 28 de março de 2022 | 11h54

A possibilidade de o segundo jogo da final do Campeonato Paulista ser realizado no sábado, dia 2, em vez do domingo, dia 3, não agrada ao São Paulo. O presidente Julio Casares afirmou que o clube é contrário à ideia e exigiu que a finalíssima contra o Palmeiras não seja antecipada. Leila Pereira, presidente do Palmeiras, usou as redes sociais do clube para dizer que não abre mão da decisão ser disputada no Allianz Parque e deixa a resolução da divergência nas mãos da Federação Paulista de Futebol (FPF).

"Nós não trabalhamos com essa hipótese. Existe uma tabela que diz que um jogo é quarta-feira e outro domingo. O domingo é dia nobre do futebol. Não há razão para jogar sábado. Não tem por que jogar para sábado. O Palmeiras tem jogo na terça-feira? O São Paulo tem? Não. Então, o jogo marcado domingo e a programação é essa", afirmou Casares, em tom de exigência, logo após a classificação tricolor.

O Palmeiras quer que o segundo jogo da decisão seja no sábado para que haja tempo hábil para decidir o título paulista no Allianz Parque. Cabe explicar: o estádio receberá o show da banda Maroon 5 terça-feira, dia 5. Portanto, caso o duelo seja no dia 2 e não 3, um antes do previsto, é possível realizar a partida e, depois, montar a estrutura para o show na arena palmeirense. Leila Pereira respondeu a Casares e avisou que o time não abre mão de jogar em sua casa.

“O Palmeiras detém a melhor campanha geral e é o único time invicto do Paulista. Nossos profissionais lutaram, dentro de campo, para obter o direito de mandar a decisão em nossa casa. Não passa pela minha cabeça a possibilidade de jogarmos essa final fora do Allianz Parque. Vamos trabalhar para que esse direito, consagrado pelo regulamento, seja respeitado", declarou a presidente.

"O regulamento da competição não estabelece que a final tenha de ser disputada no dia 3 de abril. A definição da data do evento de encerramento do torneio compete à Federação Paulista de Futebol", acrescentou.

A Federação Paulista de Futebol (FPF) divulgará as datas, horários e locais das finais nesta segunda-feira. Já é certo que o primeiro duelo está agendado para quarta-feira, às 21h40, no Morumbi. O Palmeiras usará todos seus argumentos para convencer a entidade e a Record, emissora de televisão detentora dos direitos de transmissão, a aceitar que a finalíssima passe para sábado. Mas já sabe que existem obstáculos. O São Paulo é o principal deles.

"Respeitamos demais o adversário, mas antes do adversário respeitamos o regulamento, as datas previstas. Não pode haver desequilíbrio técnico e fisiológico", afirmou o presidente são-paulino. "O Paulista está dando um exemplo de eficiência mercadológica em uma grande plataforma de mídia. Não pode, na final, você mudar e tirar de domingo, que é o dia nobre".

A posição de Casares é apoiada por Rogério Ceni . O técnico tricolor acredita que caso a finalíssima seja marcada para o domingo, o dia extra de descanso do Palmeiras beneficiará a equipe comandada por Abel Ferreira.

"Se não cumprir o regulamento, e o jogo for domingo, o Palmeiras estará mais descansado. Vamos brigar com todas as forças. Espero que a federação cumpra o que foi estipulado em relação às datas", disse o técnico Rogério Ceni.

Se o Corinthians avançasse à decisão, o Palmeiras enfrentaria o rival no sábado porque o time alvinegro tem compromisso pela Libertadores na terça-feira seguinte. A diretoria alviverde avalia que, se o rival poderia jogar em data diferente da prevista, o Palmeiras tem o direito de pedir antecipação do duelo.

Caso não possa jogar em seu estádio, o Palmeiras deve levar a decisão contra o São Paulo para a Arena Barueri. O Pacaembu, sempre o plano B dos grandes da capital, passa por reformas.

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