São Paulo não quer saber de favoritismo

Apesar de constar de todos os dicionários da Língua Portuguesa, o termo favoritismo é ignorado pelos jogadores do São Paulo, que garantem enfrentar o Palmeiras, quarta-feira, pela Taça Libertadores, no Morumbi, com a máxima seriedade possível. "Num clássico decisivo, tudo pode acontecer", advertiu o meia Danilo. "Precisamos ter concentração e humildade, porque sabemos da nossa responsabilidade e da importância desse jogo." Teoricamente, o time de Paulo Autuori precisa empatar para ficar com a vaga nas quartas-de-final, depois da vitória por 1 a 0, no Palestra Itália. Mas os são-paulinos garantem que não entrarão em campo pensando na vantagem conquistada no primeiro duelo. "Não podemos mudar nossas características", comenta Danilo. "Temos de valorizar a posse de bola, mas não apenas nos defendermos, se não podemos sofrer um gol." Entretanto, a produção ofensiva favorece os tricolores. Enquanto o São Paulo só não fez gols em um dos 31 jogos este ano - no 0 a 0 contra o Santos, que valeu o título estadual -, o Palmeiras não balança as redes com bola rolando há quatro jogos. "É nosso ponto forte, mas não podemos errar como no jogo contra o Vasco: se as chances aparecerem, temos de concluir", afirma Danilo. "Mas o Palmeiras é muiro rápido do meio-campo para a frente. Precisamos marcar bem para não sermos surpreendidos." O zagueiro Lugano, livre de suspensão, além do lateral-esquerdo Júnior e dos atacantes Grafite e Luizão, poupados na derrota para o Vasco, domingo, voltam à equipe. Luizão tirou os pontos do corte no rosto, sofrido no jogo contra o Coritiba, e Grafite está recuperado da lesão na perna direita. "Não sinto dores, vamos esperar o treino de amanhã", disse. O técnico Paulo Autuori também terá o zagueiro Edcarlos, o lateral Fábio Santos e o atacante Diego Tardelli, que se apresentam definitivamente à seleção sub-20 na quinta-feira. NOVA CHANCE - O lateral-direito Michel quer esquecer o passado polêmico e dar novo rumo à carreira. Apresentado hoje como nova contratação do São Paulo, o jogador de 27 anos garante que vai buscar seu espaço, apesar da grande fase do titular Cicinho. "Ele é insubstituível", diz. "Só quero trabalhar para corresponder a essa oportunidade." Revelado pelo Santos - pelo qual foi pego no antidoping, em 2002 - e com passagens por Goiás, Juventude e Grêmio - de onde foi dispensado por indisciplina -, Michel garante que está em casa. "Atuei com o Fabão, o Josué, o Grafite e o Danilo no Goiás", conta. Os quatro filhos - foi pai de trigêmeos ano passado - ajudou a mudar seu comportamento. "Hoje, me cuido muito mais. Não fossem os problemas fora de campo, poderia estar bem melhor na profissão."

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