São Paulo não sai do 0 a 0 com a Ponte

O São Paulo, de Cuca, não passou de um empate sem gols contra a Ponte Preta, hoje, no Morumbi, na estréia no Campeonato Paulista. Dos sete reforços contratados para a temporada 2004, seis fizeram sua estréia. Destes apenas Cicinho se salvou, mostrando um futebol competitivo. O time sentiu o início da temporada e a falta de entrosamento. Resultado: não conseguiu furar a retranca montada pelo técnico Estevam Soares e o goleiro Lauro, que teve uma ótima atuação. A falta de entrosamento atrapalhou bastante o jogo do São Paulo. Apesar de a equipe dominar o primeiro tempo, tomando a iniciativa do ataque, os jogadores sentiram a falta de jogo. Danilo e Velber até tentavam lançar os rápidos Grafite e Luís Fabiano, mas as tabelas não saíam com fluidez. Cicinho explicou: "Criamos boas chances, mas faltou o último passe. A gente já esperava isso pela falta de entrosamento." Apesar do maior volume de jogo, o São Paulo concluía pouco. Os lances mais perigosos foram um chute de fora da área de Gustavo Nery, aos 11 minutos, que bateu na trave esquerda do goleiro Lauro, e a cobrança de escanteio feita pelo meia Vélber, que quase fez um gol olímpico. No final do primeiro tempo, Fábio Simplício, em jogada individual, invadiu a área e chutou com perigo. Desta vez, Lauro defendeu. A dificuldade do São Paulo pode ser explicada pela tática defensiva do técnico Estevam Soares, que escalou um 3-5-2, com três zagueiros e marcando individualmente os jogadores de criação do São Paulo. Na prática, apenas o meia Rafael Ueta, improvisado no ataque, ficava isolado na frente, esperando algum descuído da zaga tricolor. Descuido que não aconteceu porque Lugano e Fabão deram mostras que a nova zaga do São Paulo joga sério em todas as jogadas. Não têm vergonha de dar o chutão para frente. No segundo tempo, incrivelmente, a Ponte Preta começou melhor. Explorando principalmente o lado esquerdo através do lateral Bill, o time de Campinas conseguiu equilibrar o jogo. O técnico Cuca percebeu e promoveu duas alterações para reverter a situação: trocou Vélber e Danilo, que tiveram estréias tímidas, e colocou Souza e Marquinhos, cuja situação foi regularizada à tempo de participar do jogo. Mais descansados, Marquinhos e Souza deram novo ânimo ao meio-campo do São Paulo, mas o time ainda não conseguia furar a retranca campineira. O São Paulo começou a explorar o lado direito, principalmente com os avanços de Cicinho. Aliás, foi o novo lateral-direito do São Paulo que teve uma ótima chance para abrir o marcador. Depois de uma bela troca de passes entre Grafite e Luís Fabiano, a bola sobrou para Cicinho que concluiu, mas Lauro espalmou para o escanteio, aos 29 minutos. Faltando dez minutos para terminar o jogo, Cuca colocou o atacante Rico no lugar de Fábio Simplício. O time ficou com três atacantes e apenas um volante, formação testada pelo técnico Cuca durante os treinamentos. No final, prevaleceu a retranca campineira. Os poucos torcedores que foram hoje ao Morumbi ensaiaram uma vaia, que irritou o atacante Luís Fabiano: "É começo de ano e já tem de aturar isso. Se eles não estão satisfeitos, podem vaiar a gente, mas é o começo do ano. Tentamos fazer o melhor, tivemos oportunidades, mas paciência! A torcida parece nunca estar satisfeita."

Agencia Estado,

21 de janeiro de 2004 | 22h49

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