São Paulo nega contato com Oswaldo

Ainda falta sintonia à recém-eleita diretoria do São Paulo. Depois de pressionar o técnico Nelsinho Baptista antes do início da fase decisiva da Copa do Brasil e Torneio Rio-São Paulo, atitude precipitada e equivocada para a ocasião, os dirigentes tentam, agora, desmentir a contratação do técnico Oswaldo de Oliveira para o seu lugar. Tudo para não desestabilizar o elenco na partida decisiva contra o Corinthians, domingo."Não há nada acertado, só vou tratar deste assunto na segunda-feira", disse o diretor de Futebol do clube, Carlos Augusto de Barros e Silva. "Lamento, mas esta é a verdade dos fatos, não conversei nada, absolutamente nada com o Oswaldo." Deixa escapar, no entanto, que o novo treinador será apresentado à imprensa na terça-feira, às 16 horas.A explicação de Barros e Silva, porém, não convence. O dirigente entra em contradição com Oswaldo de Oliveira. O técnico negou, em comunicado oficial, um acerto com o São Paulo, mas deixou claro ter recebido um contato de dirigentes do clube do Morumbi. "Houve sim, um contato comigo por parte da diretoria do São Paulo há pouco mais de duas semanas, mas disse a quem me telefonou que não conversaria sobre isso enquanto houvesse um profissional no comando da equipe, por considerar que minha atitude seria anti-ética", informa a nota.Mudança - Alheio aos boatos de bastidores, o técnico Nelsinho Baptista tenta acertar o time para o jogo contra o Corinthians. O zagueiro Emerson, em má fase, pode assistir à partida do banco de reservas. Apesar de não confirmar, o treinador deve optar pela entrada de Reginaldo. O jogador participou do jogo-treino da equipe, quarta-feira, contra o Nacional, no CT da Barra Funda - empate por 1 a 1 - e treinou entre os titulares nesta quinta-feira.A entrada de Reginaldo resolveria os problemas da defesa são-paulina, que já sofreu 37 gols em 18 jogos, média de 2,05, neste Rio-São Paulo? Pelo retrospecto do atleta, não. O zagueiro defendeu o time nesta competição em quatro jogos, com três derrotas e apenas uma vitória. Para piorar, o time sofreu 10 gols, média de 2,5 por jogo.

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