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Allan Torres/AE
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São Paulo novamente abusa dos erros e leva 3 a 0 do Náutico em Recife

Equipe paulista cometeu erros crassos com Rafael Toloi, Douglas e Rogério Ceni

FELIPE ROSA MENDES, AE

15 de agosto de 2012 | 21h00

RECIFE - Com uma considerável "ajuda" da defesa do São Paulo, o Náutico surpreendeu nesta quarta-feira ao fazer 3 a 0 no time de Ney Franco, diante de sua torcida, nos Aflitos, pela 17ª rodada do Brasileirão. Pressionado pelos últimos resultados, o time pernambucano soube aproveitar os vacilos do rival para somar sua 6ª vitória e se afastar da zona do rebaixamento.

A equipe da casa foi superior durante toda a partida, com uma postura ofensiva constante e raras falhas na zaga. E ainda contou com erros crassos de Rafael Toloi (gerou pênalti ao acertar a mão na bola dentro da área), Douglas e até Rogério Ceni, que sofreu um dos gols mais bizarros da sua carreira.

Como resultado, o Náutico chegou aos 20 pontos e se colocou em uma situação mais tranquila, na parte intermediária da tabela. O São Paulo, por sua vez, somou sua terceira derrota seguida e estacionou nos 25 pontos, perdendo uma posição - caiu para o 8º lugar.

O time paulista tentará se reabilitar no campeonato na rodada do fim de semana. No Morumbi, receberá a Ponte Preta, sábado, às 21 horas. No mesmo dia, às 18h30, o Náutico jogará novamente em casa, contra o Bahia.

O JOGO - Empurrado pela empolgada torcida pernambucana, o Náutico começou melhor e mostrou poder de fogo logo aos 4 minutos, quando Souza arriscou de fora da área e bateu com perigo. Rogério Ceni bateu roupa e quase se complicou. Na sequência, aos 6, Araújo tentou duas vezes, dentro da área, e desperdiçou chance ao bater, cara a cara com o goleiro, para longe do gol.

O ímpeto ofensivo do Náutico assustou Ney Franco. Sem perder tempo, o treinador promoveu a primeira mudança logo aos 10 minutos de jogo. Sacou João Filipe, que acabara de receber cartão amarelo, e colocou Casemiro em campo, retomando o esquema 4-4-2 e reforçando o meio-campo.

A alteração, contudo, não corrigiu a fragilidade da defesa são-paulina. Imprudente, Rafael Toloi acertou a mão na bola dentro da área, aos 11, e o árbitro marcou pênalti. Kieza confirmou a condição de artilheiro do Náutico ao bater no canto para abrir o placar.

Com dificuldades na defesa, o São Paulo não conseguia dar a resposta no ataque. O meio-campo seguia fragmentado, sem criação. E, fora de posição, no ataque, Cícero mal levava perigo ao gol de Gideão. Em uma das poucas chances, cabeceou com perito, aos 20 minutos.

Mas as raras tentativas no ataque eram ofuscadas pelas investidas perigosas dos pernambucanos. Aos 28, o São Paulo resolveu dar nova "ajuda" ao ataque rival. Douglas vacilou na lateral-direita e perdeu a bola para Rhayner, que bateu com perigo. Rogério Ceni deu rebote e Araújo não perdoou: 2 a 0.

Com o ataque esvaziado, por conta das ausências de Luis Fabiano, machucado, e Lucas, com a seleção brasileira, o São Paulo só conseguiu ameaçar novamente na primeira etapa, em cobrança de falta de Rogério Ceni. O goleiro bateu colocado e mandou rente à trave esquerda de Gideão, aos 43.

Na volta do intervalo, o Náutico manteve o pé no acelerador e continuou a pressionar a defesa são-paulina. Aos 10, Rhayner desperdiçou chance incrível ao puxar rápido contra-ataque pelo meio. Apesar de contar com opções nas laterais, ele preferiu o lance individual e acabou finalizando longe do gol.

Na base da pressão, o time da casa arrancou o terceiro gol em mais uma falha dos rivais. Após cobrança de escanteio na área, Rogério Ceni se atrapalhou ao se antecipar aos atacantes e pegou mal na bola. A zaga, por sua vez, foi lenta na recuperação e apenas assistiu à bola entrando no gol, sem sofrer resistência, aos 16.

Depois de construir a boa folga no placar, o Náutico não teve problemas para administrar o resultado, sem sofrer maiores ameaças do ataque são-paulino. Sem forças, o time visitante ainda viu a torcida pernambucana entoando gritos de "olé" nos minutos finais da partida.

NÁUTICO - Gideão; Patric, Marlon, Ronaldo Alves (Jean Rolt), Douglas Santos (Lúcio); Elicarlos (Ramirez), Souza, Martinez, Rhayner; Araújo e Kieza. Técnico: Alexandre Gallo.

SÃO PAULO - Rogério Ceni; João Filipe (Casemiro), Rafael Toloi, Rhodolfo; Douglas (Paulo Assunção), Denilson, Maicon, Jadson (Willian José), Cortez; Cícero e Ademilson. Técnico: Ney Franco.

GOLS - Kieza (pênalti), aos 12, e Araújo, aos 28 minutos do primeiro tempo. Rogério Ceni (contra), aos 16 minutos do segundo tempo.

CARTÕES AMARELOS - João Filipe, Kieza, Douglas, Ronaldo Alves, Souza, Rhodolfo, Cortez, Ramirez.

ÁRBITRO - José de Caldas Souza (TO).

LOCAL - Estádio dos Aflitos, em Recife (PE).

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