Alex Silva/Estadão
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São Paulo para na retranca do Colón e perde de 1 a 0 em casa

Na Argentina, equipe precisa vencer para avançar na Copa Sul-Americana; gol fora de casa é critério de desempate

Renan Cacioli, O Estado de S. Paulo

02 Agosto 2018 | 21h30

A boa fase do São Paulo sob o comando de Diego Aguirre sofreu um duro golpe na noite desta quinta-feira. Jogando no Morumbi, a equipe perdeu para o Colón-ARG, por 1 a 0, pelo jogo de ida da segunda fase da Copa Sul-Americana. Foi a primeira derrota do treinador uruguaio no estádio tricolor desde que assumiu o cargo, em março.

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As equipes voltam a se enfrentar no dia 16, em Santa Fé, na Argentina, para decidir quem vai enfrentar os colombianos do Junior Barranquilla nas oitavas de final. Os argentinos levam, além da vantagem pela vitória, o gol fora de casa, que, diferentemente do que acontece na Copa do Brasil, vale como critério de desempate no torneio continental. Se os brasileiros ganharem por 1 a 0, a parada será decidida nos pênaltis. Qualquer outra vitória por um gol de diferença é favorável ao São Paulo (como 2 a 1, 3 a 2, etc).

"A gente nunca pegou uma equipe que veio tão fechada quanto o Colón", lamentou-se o volante Hudson. "É uma diferença pequena, dá para reverter", concluiu.

O time dirigido por Diego Aguirre entra em ação novamente neste domingo, mais uma vez em seu estádio. Pelo Campeonato Brasileiro, recebe o Vasco a partir das 16h. A equipe é vice-líder, a dois pontos do Flamengo (34 a 32).

O jogo. Como prometera na véspera, o técnico são-paulino levou a campo um time com três titulares poupados. Nos lugares do goleiro Sidão, do zagueiro Arboleda e do volante Liziero, entraram Jean, Bruno Alves e Bruno Peres, respectivamente – o lateral-direito foi improvisado no meio-campo. A ideia era descansar os mais desgastados do elenco tendo em vista o duelo contra o Vasco.

Apesar das alterações, as principais características da equipe sob o comando do uruguaio foram mantidas: muita intensidade, seja na marcação quando não tinha a bola seja na chegada à área rival quando a retomava. O problema foi que, diante de um rival muito fechado, o São Paulo se viu obrigado a propôr o jogo, o que foge daquilo que esse time tem feito de melhor, que é contra-atacar.

Como a bola batia na parede da defesa argentina e voltava nas tentativas de infiltrações por baixo, a solução foi buscar o alto. Foram 20 cruzamentos apenas no primeiro tempo, mas apenas três certos. O time também tentou chutar de longe, mas faltou capricho. E a melhor chance de gol acabou sendo do Colón, na única chegada, aos 44 minutos. Após escanteio batido por Alan Ruiz pela direita, Fritzler deu a "casquinha" para o meio da pequena área, e Godoy, completamente livre, chutou por cima.

Segundo tempo. Aguirre voltou com o mesmo time para a parte final do confronto. Em 15 minutos, o que também não mudou foi o panorama da partida: Colón na retranca e São Paulo insistindo no chuveirinho para quebrar a marcação. Como não deu certo, o técnico tricolor resolveu mexer ao trocar Bruno Peres pelo meia Shaylon. Instantes depois, a equipe teve sua melhor oportunidade para abrir o placar, quando Bruno Alves cabeceou no travessão de Burián.

Aos 23, nova substituição na equipe da casa: o atacante uruguaio Gonzalo Carneiro entrou no lugar de Reinaldo, levando Everton a atuar como lateral, mas com liberdade para atacar. Na prática, o São Paulo ficou com seis peças – Everton, Shaylon, Nenê, Rojas, Diego Souza e Carneiro – na frente.

Quando amassava o Colón, porém, veio o castigo, aos 34. Fritzler acertou um lindo chute de fora da área, no ângulo esquerdo, e calou a torcida que começara a cantar o hino do clube segundos antes: 1 a 0. Aguirre ainda tentou apostar em Brenner no lugar de Rojas, mas a equipe não teve nenhuma chance para empatar. Pior: perdeu o controle emocional. O próprio Brenner foi expulso aos 49, por agressão em Emmanuel Olivera.

FICHA TÉCNICA

SÃO PAULO 0 X 1 COLÓN-ARG

São Paulo: Jean; Éder Militão, Bruno Alves, Anderson Martins e Reinaldo (Gonzalo Carneiro); Hudson, Bruno Peres (Shaylon) e Nenê; Rojas (Brenner), Diego Souza e Everton. Técnico: Diego Aguirre.

Colón: Leonardo Burián; Gustavo Toledo, Erik Godoy, Guillermo Ortiz e Emmanuel Olivera; Matías Fritzler, Gonzalo Escobar, Leonardo Heredia (Sandoval) e Marcelo Estigarribia; Alan Ruiz (Christian Bernardi) e Javier Correa (Bastía). Técnico: Eduardo Dominguez.

GOL: Fritzler, aos 34 minutos do primeiro tempo.

CARTÕES AMARELOS: Diego Souza e Hudson (São Paulo); Guillermo Ortiz e Javier Correa (Colón).

CARTÃO VERMELHO: Brenner (São Paulo).

JUIZ: Leodan González (URU).

PÚBLICO PAGANTE: 35.666 pessoas.

RENDA: R$ 828.553,00.

LOCAL: Morumbi, em São Paulo.

 

 

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